You are currently browsing the monthly archive for dezembro 2011.

 

 

Enquanto aguardava no aeroporto Pinto Martins, a chegada de uma sobrinha procedente de São Paulo ouvi a seguinte pergunta, dirigida a um funcionário da TAM:

- Por favor, o avião chegará às 6 horas ( 18 horas), pelo horário daqui ou de lá? – referindo-se ao horário de verão.

 

Isto me transportou para a nossa querida Areia Branca, ao ano de 1949 e de 1950. Em 1949, quando o presidente Dutra instituiu pela terceira vez no Brasil (as duas primeiras foram Getulio Vargas), o horário de verão, em todo território nacional. Naquela época, era comum alguém quando indagado sobre as horas, responder, por exemplo, são dez horas na hora velha, e onze na hora nova ou hora solar. Essa frase “hora solar”, geralmente era usada por aqueles que tinham certos conhecimentos, e queriam demonstrá-los aos que não tinham. Não se ouvia falar em horário de verão. E em 1950 devido uma marchinha carnavalesca sobre a “hora nova ou solar”.

 

Eram poucos os que tinham relógios naquela época. Uns por falta de dinheiro para comprá-los, e outros por não saber ler as horas. Porem isto não foi empecilho para Zé do cais (nome fictício), “barcaceiro endinheirado”, que mesmo não sabendo as horas, comprasse um vistoso relógio que creio ter se arrependido de tal feito. Isto porque as pessoas propositadamente lhe perguntavam as horas só para escutarem as mais desconcertantes respostas, que serviam de risos. Certa vez, ele ia para casa e ao passar em frente a casa de sua comadre, esta perguntou:

- cumpade que horas são?

Ele parou, consultou o relógio por varias vezes e disse:

- cumade, depois que inventaram essa hora nova com hora solar, misturada com a hora véia, dá uma confusão danada pra “distrinchar”, porem como estou indo pra casa almoçar, são umas 11 horas.

Naquela época, era praxe o almoço ser servido às 11 horas, bem como o jantar às 18 horas.

 

Isto foi o suficiente, para que Amaro de Frederico, que dispensa comentário sobre seus dotes poéticos, fizesse uma marchinha para o bloco da “bagaceira” ou bloco do sujo, no carnaval de 1950 intitulada “tá tudo errado”, que era assim:

 

Tá tudo errado cumpade

Tá tudo errado cumpade

Até as horas ninguém sabe como está

Agora existe cumpade

Agora existe cumpade

A hora nova, a hora velha e hora solar.

 

Eu vou lhe contar um caso

Como foi que aconteceu

O cumpade comprou relógio

E nem as horas aprendeu

Fui uma festa na casa de zebedeu

Entre todos os errados

O mais torto era eu.

 

Essa referencia sobre Zebedeu, foi devido a uma musica gravada por Pedro Raimundo, intitulada “Na casa de Zé Bedeu”, muito tocada na época, da qual por ser muito extensa recordo alguns trechos, em que conta o que houve naquela casa, durante uma festa junina. Os versos iniciais estão corretos, o restante é aleatório.

 

Eu vou contá pra vocês / Tudo que aconteceu

Numa noite de São João / Na casa de Bedeu.

 

Pela volta das seis horas / tava grossa a brincadeira

Zé  Bedeu gritou, moçada / vâmo acender a fogueira.

 

Zé Bedeu foi o primeiro / a cair na brincadeira

Foi pular com mão no bolso / Caiu dentro da fogueira

 

A velha chica lorota / Estava toda animada

Foi pular caiu à saia / Ficou toda sapecada.

 

Quando foi às onze horas / Zé Bedeu gritou assim

Vamos todos pra cozinha / tem batata e aipim

Os véios tão proibidos de comer amendoim.

 

Essas mocinhas de hoje / toda cheias de coisinhas

Não quiseram soltar bomba / pra mode soltar rodinha,

 

O rapaz envergonhado / só pro mode as muié

Não quizeram soltá bomba / mas soltavam buscapé

 

E tinha muito mais, tudo na base da gozação.

 

Este é o segundo resgate da historia poética de Areia Branca. O primeiro foi à glosa do Malaquias. Ambos não ficarão perdidas no tempo, como muitas se perderam. É por este motivo, que o blog é um serviço de utilidade para todos areia-branquenses…. Com ou sem hífem.

 

 

 

 

 

 

 

 

O mês era julho; o ano, 1958. A cidade, Areia Branca; o local, Cine Coronel Fausto. Lembra o anúncio de um filme pela sonora do alto do Palacete Municipal. Porém era um drama. Queríamos ir ao cinema, mas não dispúnhamos do vil metal, da grana, da bufunfa, do cascaio. Bastariam dois mil réis. Acho que era esse o valor da entrada do cinema. O que fazer?

Nessa época, estudando na Escola Técnica de Comércio, já usando calças compridas e liberado dos suspensórios, já me achava um frango ao primo canto, tentando solfejar entre o mi e o dó, fugindo do fá.

Éramos três. Eu, Dedé (“barata buchuda”) e outro, de cujo nome não lembro. Resolvemos, com um palito de coqueiro, revirar uma lata de lixo da casa do gerente do Cine Coronel Fausto, que morava ao lado da minha casa, nos fundos do ambulatório do IAPC, onde certa vez Dr. Gentil fez uma cauterização em uma lesão na garganta de Francisco, meu irmão. Mexemos, reviramos e encontramos dois ingressos de cor vermelha, inteirinhos e com o selo no lugar. Porém faltava um, exatamente o de Dedé. Não sei por que, mas o ingresso que faltava era o de Dedé.

A cor dos ingressos do cinema variava durante a semana, exatamente para evitar esse tipo de utilização, digamos, inadequada. Éramos três e só tínhamos dois ingressos… e vermelhos. A questão era: qual seria a cor do ingresso naquela noite? Seria azul, verde, amarelo ou vermelho? E, se vermelho, como conseguir o terceiro ingresso?

À noite, vestindo uma tricoline da Bangu, dirigimo-nos ao cinema com a ansiedade a nos atrapalhar o raciocínio. Fizemos uma horinha na pracinha, e partimos com os ingressos nos bolsos. E o ingresso de Dedé, como foi resolvido? Cortamos um papel de embrulho vermelho, colamos um selo de cigarro Astória e pronto. Ficou igualzinho ao ingresso original. Ninguém perceberia. Era só colocar os três juntinhos e entregar de uma vez, que o porteiro não notaria a diferença. Porém, antes, tínhamos que verificar qual a cor dos ingressos naquela noite. Que alívio. Era vermelha.

Esperamos a hora em que entravam algumas pessoas, nos enfileiramos e, decididos feito pica-pau no tronco, entregamos os três ingressos, simulando serenidade. Meu coração batia em desalinho; percebia-o fora do compasso. Procurei controlar-me. Se hoje, imporia-lhe – Eta! aí está o Futuro do Pretérito do Indicativo, certo? – um marca-passo, e teria a certeza de que os passos do marca-passo regulariam o meu arrítmico descompasso. O ingresso falso ficaria no meio, entre os dois originais. Na hora de entregar, o vacilo. Có, o porteiro, atento feito fiscal de cassino, olhou pra gente e falou:

- Tão pensando que eu sou bobo? Este ingresso é falso. Entram os dois; você, não!

Dedé ficou de fora. Gesticulando, na calçada, ele perguntava, na universal linguagem das caretas: e agora? Combinamos, eu e o meu colega de quem não lembro o nome, que abriríamos uma porta lateral, e que por ali Dedé entraria. Novamente, a linguagem das caretas foi utilizada.

Tentando disfarçar, como quem nada quer, começamos a forçar a porta, e fomos flagrados em pleno delito. Expulsos os dois, sem contemplação. Segurados pela gola da camisa.

Retornamos à pracinha às gargalhadas, torcendo para que nossos familiares de nada soubessem. Imagino que somente hoje vão saber.

Não é o poeta de tinha uma pedra no meio do caminho, porem é um poeta popular, autor da marchinha carnavalesca “pagode”, e outras poesias. Chegou à Areia Branca no inicio dos anos 50, recém-casado, para tentar a vida nessa cidade. Lutou com dificuldade, iniciando sua vida como tropeiro buscando água em burros da praia de Upanema, para Areia Branca que era costume naquela época, devido à escassez da mesma na cidade.

Em pouco tempo, devido a sua seriedade, ganhou confiança de pessoas influentes na época, e conseguiu com esforço montar um pequeno bar. Posteriormente, ingressou na marinha mercante, embarcando na Companhia Comercia e Navegação (CCN). Na época eu também estava embarcado na mesma empresa, e em uma das viagens para Macau, iniciamos uma amizade infindável. Durante a “redentora”, sofreu indiretamente os efeitos do excesso da mesma, ficando certo tempo sem consegui embarcar, simplesmente por ser meu amigo. Como sempre foi um lutador, não desanimou, e se instalou com um quiosque que ficava entre o mercado do peixe e a alfândega, onde comercializava dentre outras coisas, “a marvada”.

Foi nesse quiosque, que ele conviveu com mais assiduidade com os pescadores. Naquela época, um navio foi a pique e para demarcar a posição do mesmo foi colocada uma bóia. Como acontece nestes casos, em pouco tempo o local se tornou ideal para pescaria com bons resultados financeiros. Porem certo dia a bóia afundou, e eles ficaram sem rumos para o local da pescaria advindo daí uma fase negra para eles, que passaram a comprar bebida fiado, e no carnaval alguns deles carnavalescos natos, venderam suas linhas de pesca para cair na folia. No ano seguinte, eles organizaram um bloco denominado bloco da lama, e Bandeira inspirado fez a marcinha intitulada “pagode” que podemos ouvir no link abaixo.

Esta marchinha anos depois, foi gravada em São Paulo por um sobrinho de Cleodon que lá reside, muito embora a letra esteja um pouco modificada da original, mais isto não diminui o brilho do bonito trabalho musical do artista que é baterista.

As dificuldades aumentaram, e ele teve que encerar as atividades do pequeno comercio, mudando com a família para a serra de Mossoró, no local conhecido como coqueiros sobrevivendo lá com muita dificuldade. Porem quando trilhamos o caminho do bem, sempre aparece uma “tabua de salvação”, e esta que foi para minha alegria e dele, surgiu quando o vi embarcado na Companhia de Navegação Loide Brasileiro, onde permaneceu ate obter a esperada aposentadoria. Em recente viagem a Mossoró, fui visitá-lo como sempre, e durante a visita, em contato telefônico com Chico de Neco carteiro, o mesmo veio ao nosso encontro, ficando a visita registrada com a foto abaixo.

Manoel Bandeira é o único na família que não carrega o sobrenome Bandeira como os demais. Isto porque, na época era costume dos pais colocarem nos filhos, os nomes de acordo com o santo do dia que vinha nas folhinhas (calendários). Porem durante a gravidez, sua mãe teve sérios problemas com a mesma, e uma irmã dela, fez em sigilo uma promessa para que quando a criança nascesse se fosse homem se chamaria Manoel, e se fosse mulher, se chamaria Maria. Naquele tempo, o sexo de uma criança, só era conhecido após o nascimento da mesma. Quando ele nasceu, foram consultar na “folhinha” qual era o santo do dia, e lá estava o nome de Messias, e assim seu nome seria Messias Bandeira de Melo. Porem foi quando sua tia contou da promessa que tinha feito, e diante da religiosidade da família, seu nome foi modificado para, Manoel Messias de Melo, que poderia ter ficado como Manoel Messias Bandeira de Melo. Naquela época, não se usava mais de 3 nomes em uma pessoa, isto era coisa rara, e assim, Manoel Bandeira, é o único na família que não tem bandeira no nome, apesar de ser conhecido como tal.

Este é um pouco da historia deste menino de 87 anos, completados no dia 7 de outubro ultimo, que alem da lucidez, tem a disposição de sair pedalando em sua bicicleta pelas ruas de Mossoró onde reside, não fazendo com assiduidade devido a vigilância da família. Parabéns meu compadre.

Peço permissão para compartilhar com os leitores, neste Natal, este belo texto
de autoria do médico otorrinolaringologista Sebastião Diógenes, publicado no
livro Passeata Literária, das Edições Sobrames-CE.

- Por que está chorando, Caderninho?
- Foi Lia, aquela sua sobrinha dos olhinhos graúdos.
- O que foi que ela fez de tão grave?
- Fez uma visita às minhas indefesas páginas.
- O que há de mal numa visita de cortesia, Caderninho?
- Não foi visita de cortesia, coisa nenhuma! Foi uma invasão de propriedade.
- Deixe de ser dramático! Conte-me o que realmente aconteceu.
- Ela me fez bolas e bolinhas de caneta. E com força. Um verdadeiro estrago.
- Posso fazer uma perícia e suas páginas?
- E deve. Você também tem culpa no cartório.
- Culpa! Por quê?
- Deixou-me largado na mesa redonda.
- A mesa redonda é o seu lugar.
- Certo. Mas correndo o risco!
- Correndo risco, por quê?
- Porque vivo cercado de lápis e canetas por todos os lados. Fico à mercê das crianças, se juízo têm, falta-lhes a consideração.
- A mesa também é o lugar dos lápis e das canetas. Vocês formam uma família e se completam.
- Tudo bem, a mesa redonda é o nosso lar. Mas você viu a Lia entrar no gabinete, não viu?
- Vi, e daí?
- Quer bem dizer que não conhece a pecinha?
- E quem pode com Lia?
- Se não pode com Lia, que me afastasse dos apuros.
- Foi um descuido! Ademais, você não é nenhum olho de santo.
- Negligência, seria o termo mais apropriado. Mesmo não sendo olho de santo, conforme a sua presunção, tenho o direito aos mínimos cuidados.
- Desculpe-me. Agora, deixe de derramar lágrimas. Você vai acabar molhando as folhas, o que será muito pior.
-Ela não deveria ter feito bolas e bolinhas nas minhas estimadas páginas.
- Deixe por menos. Ela é pequena, só tem 3 anos de idade.
- Eu também sou pequeno. No reino dos cadernos não passo de uma caderneta de 48 folhas, algumas delas supliciadas pela pesada mãozinha de Lia.
- Um dia você vai ter orgulho da visita de Lia em suas honradas páginas.
- Orgulho! Como pode um Caderninho vitimado de bolas e bolinhas vir a ter orgulho da sua predadora?
- Quem sabe! Lia poderá ser uma famosa artista plástica e você terá tido o privilégio de receber os seus primeiros traços.
- Que nada! Lia vai ser odontóloga como a mãe. Ou médica como a vovó Tânia. Ou vendedora de Fiat como o pai, que dá muito mais…!
- Que seja! Não haverá de ser menor o orgulho, Caderninho zangado, de um dia ter recebido as garatujas de Lia.
Conversa…! E eu, nesses tratos, o que me aguarda?
- O sucesso, quando Lia crescer.
- Quer dizer, esperando no prejuízo!
- Que prejuízo, que nada, Caderninho. Você até parece que não tem sentimento, logo hoje. o dia do Natal, deste ano da graça de dois mil e dez!
- Encantado, senhor…! Ó Lia, venha-me fazer bolas e bolinhas. Caderninho ama você!
25.12.2010

Há dias fui ao laboratório colher sangue para exame de avaliação anual de saúde, e queria compartilhar essa experiência com todos deste blog. Neste final de semana estarei em Porto de Galinhas.

…cheguei ao laboratório fugindo de uma chuva fina com o guarda chuva na mão meio sem notar as coisas pelo caminho mas logo que me aproximei ouvi uma música suave que surgia não sabia de onde mas era muito gostosa ao abrir a porta percebi um rapaz cantando uma melodia de djavan que logo identifiquei era codinome beija-flor fui bem atendido na recepção e sentei para aguardar a chamada ao meu lado sentou um homem ainda novo de meia idade por volta dos cinquenta anos nesse momento a letra da música dizia pra que usar de tanta educação pra desfilar terceiras intenções e o homem sentado ao meu lado batia um joelho contra o outro nervosamente e dizia que coisa chata esse rapaz cantando essas músicas horrorosas e eu aqui preocupado com os exames que vou fazer não consigo me concentrar e eu pobre de mim querendo ouvir os detalhes daquela belíssima letra que dizia desperdiçando seu mel entre seus inimigos e o homem ficava mais tenso e resmungava baixinho acho que vou pedir para ele parar de cantar eu falei que não que as pessoas gostavam e tentei manter a conversa mas não queria me desligar do andamento da letra já que a música penetrava sem pedir licença e nesse momento a letra dizia caí nos pés do vencedor para ser um serviçal de um samurai o homem olhava para um lado e para outro percebi que seus dedos estavam amarelados pensei em icterícia e fiquei com pena daquela criatura mas quando olhei para o bigode constatei que também estava amarelado e que era produzido por muitos anos de fumaça de cigarro e a dó que eu sentia passou mas ele olhava para o cantor que não estava nem aí dei uma olhada para as outras pessoas que aguardavam sentadas junto à parede e vi que elas acompanhavam com os pés ou tamborilavam com os dedos ao compasso do ritmo e nesse momento ouvi desesperar jamais de gonzaguinha deu vontade de rir e me contive mas logo emendou com uma música de roberto carlos detalhes ah eu não ia perder uma só frase dessa música pensei mas o homem disse que música horrorosa eu não sei por que põem alguém cantando aqui onde estão muitas pessoas preocupadas com suas doenças e seus exames mas eu não o escutava direito e tentava fixar minha atenção na letra da música que dizia detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer e me lembrei da minha fase de namoro e relaxei um pouco cheguei a fechar os olhos justo nos acordes finais e ele retornou a gonzaguinha e dizia eu apenas queria que você soubesse nesse momento o homem estava ainda mais estressado balançava as pernas e olhava para o monitor que mostrava os números que eram chamados e apareceu o meu e eu me dirigi ao guichê mas continuei ligado na melodia que agora era terna e calma e dizia meu bem querer é segredo é sagrado e está sacramentado em meu coração meu bem querer tem um quê de pecado acariciado pela emoção e logo chamaram meu nome para fazer a coleta e de longe pude perceber que o homem dos dedos amarelados já estava sendo atendido no guichê mas não parava de balançar as pernas colhi o sangue ao som de faltando um pedaço e consegui ouvir o primeiro verso enquanto a moça colhia o sangue que dizia o amor é um grande laço um passo pr’uma armadilha um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha comparo sua chegada com a fuga de uma ilha tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha e saí quando ele cantava coração leviano de paulinho da viola e pude ouvir uma estrofe que dizia este pobre navegante meu coração amante enfrentou a tempestade no mar da paixão e da loucura não deu tempo de ouvir o final e fui para o trabalho dando risadas e as pessoas olhavam achando que eu estava maluco…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.