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	<title>Era uma vez em Areia Branca</title>
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		<title>Era uma vez em Areia Branca</title>
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		<title>AS FOTOS QUE EU NÃO TENHO</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 15:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta semana, comentando o fato de ter participado das comemorações – perfeitas nos mínimos detalhes &#8211; dos quarenta anos de minha formatura, que aconteceram em um resort de Porto de Galinhas, uma constatação: não disponho de uma só fotografia daquele acontecimento festivo do dia 10 de dezembro de 1971, em Natal. Nem da festa de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2528&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
Esta semana, comentando o fato de ter participado das comemorações – perfeitas nos mínimos detalhes &#8211; dos quarenta anos de minha formatura, que aconteceram em um resort de Porto de Galinhas, uma constatação: não disponho de uma só fotografia daquele acontecimento festivo do dia 10 de dezembro de 1971, em Natal. Nem da festa de formatura nem do baile.</p>
<p>Lembro da música de Roberto Carlos embalando o ponto alto do evento, com o brilho das lantejoulas e a elegante sisudez dos paraninfos e patronos – Um dia a areia branca seus pés irá tocar, e vai molhar seus cabelos a água azul do mar. Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar; e ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar. Debaixo dos caracóis dos seus cabelos uma história pra contar de um mundo tão distante. Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, um soluço e a vontade de ficar mais um instante -, porém não tenho uma foto sequer daquela noite.</p>
<p>Dando-me conta desse descaso com minha história de vida, a perplexidade foi mais longe no tempo. Constatei que não disponho de uma foto com a farda da Escola Técnica de Comércio, nem do Círculo Operário, bem como dos barcos dos beijus, da barraca do Zacarias, point das festas de Nossa Senhora dos Navegantes. </p>
<p>Forçando a memória, descobri que não tenho uma foto de minhas poucas pescarias no Tirol, nem de um instantâneo feito na calçada do Cine Coronel Fausto, nem dos professores das escolas por que passei, nem da Rua da Frente, quando era a via mais importante da cidade, nem do bar de Honorina. Tampouco disponho de uma foto do Botequim da Bosta nem das marés de sizígia que encantaram a minha meninice.</p>
<p>Outra falta grave: onde estarão as fotos das meninas de nossas escolas, dos banhos no rio Ivipanim, das conversas nos bancos da pracinha, das figuras típicas de nossa cidade, do velho motor da usina de luz?</p>
<p>E as fotos contemplando os cataventos de outrora, em seu giro com sabor de liberdade e barulho de supermatraca e aspecto de animais da Era do Gelo, onde estarão? E as fotos dos nossos músicos de então, especialmente no momento em que tocavam nos intervalos dos filmes, no Cine Coronel Fausto, onde estarão? E as retretas na pracinha, alguém fotografou?</p>
<p>Suspeito de que Toinho do Foto – nosso inesquecível Antonio do Vale -, as tivesse. Quem sabe, algum dia descubramo-nos em fotos de seu arquivo pessoal, em uma garimpagem junto com seus familiares.</p>
<p>A foto que falta a cada um. Uma lacuna em nossa história.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2528/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2528&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O RIO IVIPANIM, O MANGUEZAL, A CIDADE, O MAR</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:17:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rio São Francisco – o Velho Chico &#8211; tem sua nascente real no município de Medeiros, em Minas Gerais. Antes, sua nascente histórica era tida como sendo na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Atravessa os estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, onde desagua no Oceano Atlântico, depois de percorrer 2830 quilômetros. No [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2465&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio São Francisco – o Velho Chico &#8211; tem sua nascente real no município de Medeiros, em Minas Gerais. Antes, sua nascente histórica era tida como sendo na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Atravessa os estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, onde desagua no Oceano Atlântico, depois de percorrer 2830 quilômetros. </p>
<p>No contraponto, o Ivipanim – 210 quilômetros de extensão -, um pequenino grande rio. É batizado com esse nome quando entra no território de Areia Branca, que se oferece inteira à sua margem  direita; do outro lado, o rio Ivipanim traz beleza e charme ao município de Grossos. </p>
<p>Em Areia Branca, o rio é saudado pela igreja matriz, que o reverencia qual uma esfinge fincada em sua margem. Segue silente e permeia a Rua da Frente, misturando-se com as águas do oceano um pouco mais adiante, já vislumbrando o morro do Pontal e sonhando com a praia de Upanema. Um breve relato para um rio tão importante. </p>
<p>De fato, o Ivipanim nasce na Serra de Luís Gomes com o nome de rio Apodi, atravessando os municípios localizados na chapada do Apodi. Em sua errante perambulação, convida para acompanhá-lo os rios Carmo-Upenema, Umari e Pitombeira, pela direita, o que fortalece o fluxo de suas águas; à esquerda, recebe adesão dos rios Tapuio, Grande e Bom Sucesso. Ao chegar à metrópole do oeste, ganha o belo nome de rio Mossoró, para em seguida firmar sua certidão de batismo com um nome muito charmoso: Ivipanim. Não faço ideia de onde surgiu essa palavra.</p>
<p>O rio Ivipanim, poluído pelo lixo e o esgoto jogados em suas águas, especialmente a partir de Mossoró, chega a Areia Branca pedindo socorro. Se paciente internado em UTI, bastaria uma simples oximetria de pulso para constatar a gravidade de seu estado de saúde, cianótico, devido ao baixíssimo nível de oxigenação. Por sorte, a recepcioná-lo, belos manguezais e o conforto das águas do oceano, que chegam pela entrada da barra, num encontro agendado pelos desígnios da natureza, e saudado pelas salinas e seus bilhões de microespelhos, que reluzem à luz de um sol impiedoso. Em seguida, como há muitos e muitos anos, o mistério de seu desaparecimento, que somente às sereias é concedido o dom de decifrar.</p>
<p>Quando chega a Areia Branca, depois de percorrer 200 quilômetros- apenas cerca de quinze quilômetros entre nós -, e já distante de seu berço na Serra de Luís Gomes, o segundo maior rio potiguar alegra-se com a acolhida  e, oxigenado, recupera  um pouco de sua  vitalidade – os nutrientes trazidos pelas águas vindas do oceano &#8211; antes de se lançar nas águas salitradas do mar, que o recepciona com o abraço barulhento de suas ondas. É aqui, antes de sua metamorfose rio-mar, que o rio Ivipanim se exibe bonito e revigorado, esforçando-se para sair bem nas fotos, deste Toinho do Vale.  </p>
<p>Um pequeno grande rio, onde – meninos da Rua da Frente &#8211; nos aventuramos, em suas águas salobras, fosse nas canoas para Barra e Pernambuquinho, fosse festejando os folguedos de Nossa Senhora dos Navegantes, nos costados de suas barcaças ou, de longe, admirando os iates com suas velas brancas. Hoje, modernas embarcações motorizadas conduzem pessoas e riquezas em suas águas. </p>
<p> Ivipanim. Dez a quinze quilômetros de um rio que nos chega quase morto. </p>
<p>Vamos manter esta beleza pulsando.  </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2465/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2465&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DE UM NADA, FESTA E LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 14:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas alguns dias de férias, na última semana de 2011, bastaram para um reencontro com as alegrias da minha infância. Fui convidado para visitar um amigo , que mora em um pequeno sítio na entrada de Monte Alegre, pertinho de Parnamirim, parede e meia com Natal. Logo na entrada do sítio Asa Branca, seguimos por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2461&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas alguns dias de férias, na última semana de 2011, bastaram para um reencontro com as alegrias da minha infância. Fui convidado para visitar um amigo , que mora em um pequeno sítio na entrada de Monte Alegre, pertinho de Parnamirim, parede e meia com Natal.</p>
<p>Logo na entrada do sítio Asa Branca, seguimos por uma estradinha de terra ladeada de cajueiros exibidos, com seus frutos vermelhos querendo se sobressair sobre os amarelos, ao lado, como se fosse a Diana do cordão encarnado a provocar o cordão azul. Os passarinhos, indiferentes à disputa, preferiam os dois. O cheiro os guiava, não a cor.</p>
<p>Conheci frutas exóticas, como a lichia, que se esforçava em sua peleja por espaço contra as frutinhas do campo. As mangas, todas lindas, fossem amarelas, verdes ou vermelhas, banhavam-se desnudas ao sol abrasador de dezembro. Sem falar nos cocos, nas pinhas e nas mangabas, que nos olhavam de longe.</p>
<p>Aqui e ali, calangos se exibiam sem temor, recompensando, com seu bailado, o respeito dos moradores. Porém de olho em dois enormes gansos que os espreitavam de soslaio. Conheci um berçário com uma infinidade de filhotes de palmeiras sendo banhadas por minichuveiros que formavam minúsculos arco-íris quase no nível do chão que, molhado, exalava frescor de meninice.</p>
<p>No final da tarde, com o olho da noite a nos espreitar, percebi, sobre uma lona, um monte de castanhas de caju. Lembrei-me de que, criança, jogava castanhas na calçada da Rua do Meio, atrás da minha casa, ao lado do sobradinho dos padres. As crianças das famílias abastadas não conheciam essa brincadeira.</p>
<p>O caseiro, ao perceber nossa aproximação &#8211; e mais uma vez sendo gentil -, ofereceu-se para assar algumas castanhas para o visitante, que imagino julgar ilustre. Logo o fogo tomava conta dos gravetos, na areia, soprando suas labaredas fugidias. Um tacho abarrotado de castanhas foi colocado sobre o fogo e o espetáculo teve início. As castanhas bailavam e explodiam, empesteando o ar com o cheiro de seu óleo fumegante. Vira, revira, pula para um lado, esquiva-se do outro, cuidado com os olhos, o fogo a nos amedrontar com seu bafo ameaçador. Meu filho, fotógrafo profissional em São Paulo, deslumbrava-se com aquele ritual stonehengeano, e os disparos da máquina se sucediam.</p>
<p>Ao final, o melhor. Quebrar as castanhas com uma pedra, e comê-las. Na verdade, não as comemos; degustamo-las sem pudor, quase queimando a boca. O puro gosto da natureza, com a cinza quente a nos enegrecer mãos e unhas. Gormets do interior, pobres comedores de castanhas caipiras. Crianças de cabelos gris.</p>
<p>Foi aí que entendi – já imaginando um próximo convite – os belos versos de Fagner, que sentenciam: de uma coisa fique certa; a porta vai estar sempre aberta; o meu olhar vai dar uma festa na hora que você chegar.</p>
<p>Pura pretensão, a minha.</p>
<p>Uma autêntica festa no interior&#8230; do meu coração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54562.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2515" title="IMG_5456" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54562.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54542.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2514" title="IMG_5454" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54542.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54822.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2518" title="IMG_5482" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54822.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54852.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2519" title="IMG_5485" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54852.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54572.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2520" title="IMG_5457" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54572.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54582.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2523" title="IMG_5458" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2012/01/img_54582.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2461/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2461&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>BLOG DO EVALDO X AREIA BRANCA</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 15:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi, no dia dois de janeiro, um resumo estatístico dos acessos ao Blog do Evaldo durante o ano de 2011. Muitos dados, números diversos, percentuais, mapa mundi. Não é fácil manter um blog de crônicas em atividade. Foram 2.700 acessos durante o ano. O número não é grande. Porém se entendermos tratar-se de um blog [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2459&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi, no dia dois de janeiro, um resumo estatístico dos acessos ao Blog do Evaldo durante o ano de 2011. Muitos dados, números diversos, percentuais, mapa mundi. Não é fácil manter um blog de crônicas em atividade.</p>
<p>Foram 2.700 acessos durante o ano. O número não é grande. Porém se entendermos tratar-se de um blog de crônicas, sem outro interesse, qualquer que seja, esse dado pode ser considerado excelente. </p>
<p>Na América do Sul, o Blog do Evaldo foi acessado no Brasil e no Equador; na América do Norte, nos Estados Unidos e no Panamá; na África, em Angola e no Quênia; na Europa, Portugal detém o maior número de acessos, com 69,6% das visitas de estrangeiros, e a França 17,4%, além de Rússia, Alemanha e Ucrânia; Hong Kong, na Ásia, também acessou nosso blog.</p>
<p>Muitos foram os caminhos utilizados pelos leitores de todas as latitudes para encontrar o nosso blog. Além do boca-a-boca, as vias foram, por ordem decrescente de importância: areiabranca.wordpress.com, facebook.com, webcache.googleusercontent, private networks e palavrastodaspalavras.wordpress.com.</p>
<p>Afinal, alguém poderia perguntar: o que Areia Branca tem a ver com tais números? Apenas responderia que boa parte das crônicas postadas em meu blog referem-se a Areia Branca, seu povo, seus costumes, seu modo de falar e de viver, sua história. É comum que me dirijam esse tipo de pergunta: Pô, cara, que cidade tão bonita é aquela do seu blog? De onde você tirou aquela cidade que está no seu blog? Ah! É no Rio Grande do Norte? Tem hotel para nos hospedarmos? Então iremos lá quando formos para Natal. Entre alguns amigos há uma caravana em formação para assistir à Chuva de Bala no País de Mossoró, em junho. Areia Branca no programa.</p>
<p>Muitas vezes, no Blog do Evaldo, tenho vontade de falar de nossas praias, quase sempre assombradas pelo assobio dos ventos que, ricocheteando nas salinas, distribuem seu bafejo quente e salitrado; do Cine Coronel Fausto, do Cine São Raimundo, do Cine Miramar, do Palacete Municipal e sua famosa sonora, do Beco da Galinha Morta, com suas estórias de amores fortuitos e vultos escamoteando-se na escuridão das noites de então, e que povoam o imaginário de todos nós; do Portal da Rua do Meio, do Morro do Urubu, da Rua da Frente, do Botequim da Bosta, este, um equipamento comunitário sem foto, e com raras testemunhas, talvez em função do seu nome; da Rampa, do Tirol, onde a cidade pulsava, descortinando o rio Ivipanin; de nossas canoas, nossos manguezais; dos personagens típicos de nossa cidade, sejam os de hoje ou de antigamente. Aqui e ali afloram, qual eflúvios auditivos, histórias antigas, permeadas de intrigas, serracões, desencontros. Coisas da nossa infância.</p>
<p>	Apesar dos números, boa parte do meu orgulho, em relação ao Blog do Evaldo, deve-se a uma foto, feita de uma canoa, em momento de reencontro com os manguezais do rio Ivipanin, feita por um fotógrafo de São Paulo, levado para conhecer a deusa das salinas, chão da minha infância.</p>
<p>Acesse www.evaldoab.wordpress.com e entenda o por que da minha satisfação.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2459/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2459&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">evaldoab</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Hora velha, hora nova hora solar.</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 10:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afmiranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Enquanto aguardava no aeroporto Pinto Martins, a chegada de uma sobrinha procedente de São Paulo ouvi a seguinte pergunta, dirigida a um funcionário da TAM: - Por favor, o avião chegará às 6 horas ( 18 horas), pelo horário daqui ou de lá? – referindo-se ao horário de verão. &#160; Isto me transportou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2455&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enquanto aguardava no aeroporto Pinto Martins, a chegada de uma sobrinha procedente de São Paulo ouvi a seguinte pergunta, dirigida a um funcionário da TAM:</p>
<p>- Por favor, o avião chegará às 6 horas ( 18 horas), pelo horário daqui ou de lá? – referindo-se ao horário de verão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isto me transportou para a nossa querida Areia Branca, ao ano de 1949 e de 1950. Em 1949, quando o presidente Dutra instituiu pela terceira vez no Brasil (as duas primeiras foram Getulio Vargas), o horário de verão, em todo território nacional. Naquela época, era comum alguém quando indagado sobre as horas, responder, por exemplo, são dez horas na hora velha, e onze na hora nova ou hora solar. Essa frase “hora solar”, geralmente era usada por aqueles que tinham certos conhecimentos, e queriam demonstrá-los aos que não tinham. Não se ouvia falar em horário de verão. E em 1950 devido uma marchinha carnavalesca sobre a “hora nova ou solar”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eram poucos os que tinham relógios naquela época. Uns por falta de dinheiro para comprá-los, e outros por não saber ler as horas. Porem isto não foi empecilho para Zé do cais (nome fictício), “barcaceiro endinheirado”, que mesmo não sabendo as horas, comprasse um vistoso relógio que creio ter se arrependido de tal feito. Isto porque as pessoas propositadamente lhe perguntavam as horas só para escutarem as mais desconcertantes respostas, que serviam de risos. Certa vez, ele ia para casa e ao passar em frente a casa de sua comadre, esta perguntou:</p>
<p>- cumpade que horas são?</p>
<p>Ele parou, consultou o relógio por varias vezes e disse:</p>
<p>- cumade, depois que inventaram essa hora nova com hora solar, misturada com a hora véia, dá uma confusão danada pra “distrinchar”, porem como estou indo pra casa almoçar, são umas 11 horas.</p>
<p>Naquela época, era praxe o almoço ser servido às 11 horas, bem como o jantar às 18 horas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isto foi o suficiente, para que Amaro de Frederico, que dispensa comentário sobre seus dotes poéticos, fizesse uma marchinha para o bloco da “bagaceira” ou bloco do sujo, no carnaval de 1950 intitulada “tá tudo errado”, que era assim:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tá tudo errado cumpade</p>
<p>Tá tudo errado cumpade</p>
<p>Até as horas ninguém sabe como está</p>
<p>Agora existe cumpade</p>
<p>Agora existe cumpade</p>
<p>A hora nova, a hora velha e hora solar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu vou lhe contar um caso</p>
<p>Como foi que aconteceu</p>
<p>O cumpade comprou relógio</p>
<p>E nem as horas aprendeu</p>
<p>Fui uma festa na casa de zebedeu</p>
<p>Entre todos os errados</p>
<p>O mais torto era eu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa referencia sobre Zebedeu, foi devido a uma musica gravada por Pedro Raimundo, intitulada “Na casa de Zé Bedeu”, muito tocada na época, da qual por ser muito extensa recordo alguns trechos, em que conta o que houve naquela casa, durante uma festa junina. Os versos iniciais estão corretos, o restante é aleatório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu vou contá pra vocês / Tudo que aconteceu</p>
<p>Numa noite de São João / Na casa de Bedeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pela volta das seis horas / tava grossa a brincadeira</p>
<p>Zé  Bedeu gritou, moçada / vâmo acender a fogueira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Zé Bedeu foi o primeiro / a cair na brincadeira</p>
<p>Foi pular com mão no bolso / Caiu dentro da fogueira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A velha chica lorota / Estava toda animada</p>
<p>Foi pular caiu à saia / Ficou toda sapecada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando foi às onze horas / Zé Bedeu gritou assim</p>
<p>Vamos todos pra cozinha / tem batata e aipim</p>
<p>Os véios tão proibidos de comer amendoim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas mocinhas de hoje / toda cheias de coisinhas</p>
<p>Não quiseram soltar bomba / pra mode soltar rodinha,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O rapaz envergonhado / só pro mode as muié</p>
<p>Não quizeram soltá bomba / mas soltavam buscapé</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E tinha muito mais, tudo na base da gozação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este é o segundo resgate da historia poética de Areia Branca. O primeiro foi à glosa do Malaquias. Ambos não ficarão perdidas no tempo, como muitas se perderam. É por este motivo, que o blog é um serviço de utilidade para todos areia-branquenses&#8230;. Com ou sem hífem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em></p>
<p></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2455/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2455&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>OS IMBRÓGLIOS DE UM SÁBADO À NOITE</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 15:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[O mês era julho; o ano, 1958. A cidade, Areia Branca; o local, Cine Coronel Fausto. Lembra o anúncio de um filme pela sonora do alto do Palacete Municipal. Porém era um drama. Queríamos ir ao cinema, mas não dispúnhamos do vil metal, da grana, da bufunfa, do cascaio. Bastariam dois mil réis. Acho que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2437&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mês era julho; o ano, 1958. A cidade, Areia Branca; o local, Cine Coronel Fausto. Lembra o anúncio de um filme pela sonora do alto do Palacete Municipal. Porém era um drama. Queríamos ir ao cinema, mas não dispúnhamos do vil metal, da grana, da bufunfa, do cascaio. Bastariam dois mil réis. Acho que era esse o valor da entrada do cinema. O que fazer?</p>
<p>Nessa época, estudando na Escola Técnica de Comércio, já usando calças compridas e liberado dos suspensórios, já me achava um frango ao primo canto, tentando solfejar entre o mi e o dó, fugindo do fá.</p>
<p>Éramos três. Eu, Dedé (“barata buchuda”) e outro, de cujo nome não lembro. Resolvemos, com um palito de coqueiro, revirar uma lata de lixo da casa do gerente do Cine Coronel Fausto, que morava ao lado da minha casa, nos fundos do ambulatório do IAPC, onde certa vez Dr. Gentil fez uma cauterização em uma lesão na garganta de Francisco, meu irmão. Mexemos, reviramos e encontramos dois ingressos de cor vermelha, inteirinhos e com o selo no lugar. Porém faltava um, exatamente o de Dedé. Não sei por que, mas o ingresso que faltava era o de Dedé.</p>
<p>A cor dos ingressos do cinema variava durante a semana, exatamente para evitar esse tipo de utilização, digamos, inadequada. Éramos três e só tínhamos dois ingressos&#8230; e vermelhos. A questão era: qual seria a cor do ingresso naquela noite? Seria azul, verde, amarelo ou vermelho? E, se vermelho, como conseguir o terceiro ingresso?</p>
<p>À noite, vestindo uma tricoline da Bangu, dirigimo-nos ao cinema com a ansiedade a nos atrapalhar o raciocínio. Fizemos uma horinha na pracinha, e partimos com os ingressos nos bolsos. E o ingresso de Dedé, como foi resolvido? Cortamos um papel de embrulho vermelho, colamos um selo de cigarro Astória e pronto. Ficou igualzinho ao ingresso original. Ninguém perceberia. Era só colocar os três juntinhos e entregar de uma vez, que o porteiro não notaria a diferença. Porém, antes, tínhamos que verificar qual a cor dos ingressos naquela noite. Que alívio. Era vermelha.</p>
<p>Esperamos a hora em que entravam algumas pessoas, nos enfileiramos e, decididos feito pica-pau no tronco, entregamos os três ingressos, simulando serenidade. Meu coração batia em desalinho; percebia-o fora do compasso. Procurei controlar-me. Se hoje, imporia-lhe – Eta! aí está o Futuro do Pretérito do Indicativo, certo? &#8211; um marca-passo, e teria a certeza de que os passos do marca-passo regulariam o meu arrítmico descompasso. O ingresso falso ficaria no meio, entre os dois originais. Na hora de entregar, o vacilo. Có, o porteiro, atento feito fiscal de cassino, olhou pra gente e falou:</p>
<p>- Tão pensando que eu sou bobo? Este ingresso é falso. Entram os dois; você, não!</p>
<p>Dedé ficou de fora. Gesticulando, na calçada, ele perguntava, na universal linguagem das caretas: e agora? Combinamos, eu e o meu colega de quem não lembro o nome, que abriríamos uma porta lateral, e que por ali Dedé entraria. Novamente, a linguagem das caretas foi utilizada.</p>
<p>Tentando disfarçar, como quem nada quer, começamos a forçar a porta, e fomos flagrados em pleno delito. Expulsos os dois, sem contemplação. Segurados pela gola da camisa.</p>
<p>Retornamos à pracinha às gargalhadas, torcendo para que nossos familiares de nada soubessem. Imagino que somente hoje vão saber.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2437/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2437&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Manoel Bandeira.</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 03:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>afmiranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é o poeta de tinha uma pedra no meio do caminho, porem é um poeta popular, autor da marchinha carnavalesca “pagode”, e outras poesias. Chegou à Areia Branca no inicio dos anos 50, recém-casado, para tentar a vida nessa cidade. Lutou com dificuldade, iniciando sua vida como tropeiro buscando água em burros da praia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2441&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é o poeta de <strong><em><span style="text-decoration:underline;">tinha uma pedra no meio do caminho</span></em></strong>, porem é um poeta popular, autor da marchinha carnavalesca “pagode”, e outras poesias. Chegou à Areia Branca no inicio dos anos 50, recém-casado, para tentar a vida nessa cidade. Lutou com dificuldade, iniciando sua vida como tropeiro buscando água em burros da praia de Upanema, para Areia Branca que era costume naquela época, devido à escassez da mesma na cidade.</p>
<p>Em pouco tempo, devido a sua seriedade, ganhou confiança de pessoas influentes na época, e conseguiu com esforço montar um pequeno bar. Posteriormente, ingressou na marinha mercante, embarcando na Companhia Comercia e Navegação (CCN). Na época eu também estava embarcado na mesma empresa, e em uma das viagens para Macau, iniciamos uma amizade infindável. Durante a “redentora”, sofreu indiretamente os efeitos do excesso da mesma, ficando certo tempo sem consegui embarcar, simplesmente por ser meu amigo. Como sempre foi um lutador, não desanimou, e se instalou com um quiosque que ficava entre o mercado do peixe e a alfândega, onde comercializava dentre outras coisas, “a marvada”.</p>
<p>Foi nesse quiosque, que ele conviveu com mais assiduidade com os pescadores. Naquela época, um navio foi a pique e para demarcar a posição do mesmo foi colocada uma bóia. Como acontece nestes casos, em pouco tempo o local se tornou ideal para pescaria com bons resultados financeiros. Porem certo dia a bóia afundou, e eles ficaram sem rumos para o local da pescaria advindo daí uma fase negra para eles, que passaram a comprar bebida fiado, e no carnaval alguns deles carnavalescos natos, venderam suas linhas de pesca para cair na folia. No ano seguinte, eles organizaram um bloco denominado bloco da lama, e Bandeira inspirado fez a marcinha intitulada “pagode” que podemos ouvir no link abaixo.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://areiabranca.wordpress.com/2011/12/19/manoel-bandeira/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CfXUwnaxR0c/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Esta marchinha anos depois, foi gravada em São Paulo por um sobrinho de Cleodon que lá reside, muito embora a letra esteja um pouco modificada da original, mais isto não diminui o brilho do bonito trabalho musical do artista que é baterista.</p>
<p>As dificuldades aumentaram, e ele teve que encerar as atividades do pequeno comercio, mudando com a família para a serra de Mossoró, no local conhecido como coqueiros sobrevivendo lá com muita dificuldade. Porem quando trilhamos o caminho do bem, sempre aparece uma “tabua de salvação”, e esta que foi para minha alegria e dele, surgiu quando o vi embarcado na Companhia de Navegação Loide Brasileiro, onde permaneceu ate obter a esperada aposentadoria. Em recente viagem a Mossoró, fui visitá-lo como sempre, e durante a visita, em contato telefônico com Chico de Neco carteiro, o mesmo veio ao nosso encontro, ficando a visita registrada com a foto abaixo.</p>
<p><a href="http://areiabranca.files.wordpress.com/2011/12/bandeira-eu-e-chico.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2445" title="Bandeira eu e chico" src="http://areiabranca.files.wordpress.com/2011/12/bandeira-eu-e-chico.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Manoel Bandeira é o único na família que não carrega o sobrenome Bandeira como os demais. Isto porque, na época era costume dos pais colocarem nos filhos, os nomes de acordo com o santo do dia que vinha nas folhinhas (calendários). Porem durante a gravidez, sua mãe teve sérios problemas com a mesma, e uma irmã dela, fez em sigilo uma promessa para que quando a criança nascesse se fosse homem se chamaria Manoel, e se fosse mulher, se chamaria Maria. Naquele tempo, o sexo de uma criança, só era conhecido após o nascimento da mesma. Quando ele nasceu, foram consultar na “folhinha” qual era o santo do dia, e lá estava o nome de Messias, e assim seu nome seria Messias Bandeira de Melo. Porem foi quando sua tia contou da promessa que tinha feito, e diante da religiosidade da família, seu nome foi modificado para, Manoel Messias de Melo, que poderia ter ficado como Manoel Messias Bandeira de Melo. Naquela época, não se usava mais de 3 nomes em uma pessoa, isto era coisa rara, e assim, Manoel Bandeira, é o único na família que não tem bandeira no nome, apesar de ser conhecido como tal.</p>
<p>Este é um pouco da historia deste menino de 87 anos, completados no dia 7 de outubro ultimo, que alem da lucidez, tem a disposição de sair pedalando em sua bicicleta pelas ruas de Mossoró onde reside, não fazendo com assiduidade devido a vigilância da família. Parabéns meu compadre.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2441/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2441&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">afmiranda</media:title>
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		<title>CADERNINHO ZANGADO</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 17:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Peço permissão para compartilhar com os leitores, neste Natal, este belo texto de autoria do médico otorrinolaringologista Sebastião Diógenes, publicado no livro Passeata Literária, das Edições Sobrames-CE. - Por que está chorando, Caderninho? - Foi Lia, aquela sua sobrinha dos olhinhos graúdos. - O que foi que ela fez de tão grave? - Fez uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2435&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peço permissão para compartilhar com os leitores, neste Natal, este belo texto<br />
de autoria do médico otorrinolaringologista Sebastião Diógenes, publicado no<br />
livro Passeata Literária, das Edições Sobrames-CE.</p>
<p>- Por que está chorando, Caderninho?<br />
- Foi Lia, aquela sua sobrinha dos olhinhos graúdos.<br />
- O que foi que ela fez de tão grave?<br />
- Fez uma visita às minhas indefesas páginas.<br />
- O que há de mal numa visita de cortesia, Caderninho?<br />
- Não foi visita de cortesia, coisa nenhuma! Foi uma invasão de propriedade.<br />
- Deixe de ser dramático! Conte-me o que realmente aconteceu.<br />
- Ela me fez bolas e bolinhas de caneta. E com força. Um verdadeiro estrago.<br />
- Posso fazer uma perícia e suas páginas?<br />
- E deve. Você também tem culpa no cartório.<br />
- Culpa! Por quê?<br />
- Deixou-me largado na mesa redonda.<br />
- A mesa redonda é o seu lugar.<br />
- Certo. Mas correndo o risco!<br />
- Correndo risco, por quê?<br />
- Porque vivo cercado de lápis e canetas por todos os lados. Fico à mercê das crianças, se juízo têm, falta-lhes a consideração.<br />
- A mesa também é o lugar dos lápis e das canetas. Vocês formam uma família e se completam.<br />
- Tudo bem, a mesa redonda é o nosso lar. Mas você viu a Lia entrar no gabinete, não viu?<br />
- Vi, e daí?<br />
- Quer bem dizer que não conhece a pecinha?<br />
- E quem pode com Lia?<br />
- Se não pode com Lia, que me afastasse dos apuros.<br />
- Foi um descuido! Ademais, você não é nenhum olho de santo.<br />
- Negligência, seria o termo mais apropriado. Mesmo não sendo olho de santo, conforme a sua presunção, tenho o direito aos mínimos cuidados.<br />
- Desculpe-me. Agora, deixe de derramar lágrimas. Você vai acabar molhando as folhas, o que será muito pior.<br />
-Ela não deveria ter feito bolas e bolinhas nas minhas estimadas páginas.<br />
- Deixe por menos. Ela é pequena, só tem 3 anos de idade.<br />
- Eu também sou pequeno. No reino dos cadernos não passo de uma caderneta de 48 folhas, algumas delas supliciadas pela pesada mãozinha de Lia.<br />
- Um dia você vai ter orgulho da visita de Lia em suas honradas páginas.<br />
- Orgulho! Como pode um Caderninho vitimado de bolas e bolinhas vir a ter orgulho da sua predadora?<br />
- Quem sabe! Lia poderá ser uma famosa artista plástica e você terá tido o privilégio de receber os seus primeiros traços.<br />
- Que nada! Lia vai ser odontóloga como a mãe. Ou médica como a vovó Tânia. Ou vendedora de Fiat como o pai, que dá muito mais&#8230;!<br />
- Que seja! Não haverá de ser menor o orgulho, Caderninho zangado, de um dia ter recebido as garatujas de Lia.<br />
Conversa&#8230;! E eu, nesses tratos, o que me aguarda?<br />
- O sucesso, quando Lia crescer.<br />
- Quer dizer, esperando no prejuízo!<br />
- Que prejuízo, que nada, Caderninho. Você até parece que não tem sentimento, logo hoje. o dia do Natal, deste ano da graça de dois mil e dez!<br />
- Encantado, senhor&#8230;! Ó Lia, venha-me fazer bolas e bolinhas. Caderninho ama você!<br />
25.12.2010</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2435/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2435/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2435&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>QUINZEMINUTOSNOLABORATÓRIO</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 10:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dias fui ao laboratório colher sangue para exame de avaliação anual de saúde, e queria compartilhar essa experiência com todos deste blog. Neste final de semana estarei em Porto de Galinhas. &#8230;cheguei ao laboratório fugindo de uma chuva fina com o guarda chuva na mão meio sem notar as coisas pelo caminho mas logo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2427&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias fui ao laboratório colher sangue para exame de avaliação anual de saúde, e queria compartilhar essa experiência com todos deste blog. Neste final de semana estarei em Porto de Galinhas.</p>
<p>&#8230;cheguei ao laboratório fugindo de uma chuva fina com o guarda chuva na mão meio sem notar as coisas pelo caminho mas logo que me aproximei ouvi uma música suave que surgia não sabia de onde mas era muito gostosa ao abrir a porta percebi um rapaz cantando uma melodia de djavan que logo identifiquei era codinome beija-flor fui bem atendido na recepção e sentei para aguardar a chamada ao meu lado sentou um homem ainda novo de meia idade por volta dos cinquenta anos nesse momento a letra da música dizia pra que usar de tanta educação pra desfilar terceiras intenções e o homem sentado ao meu lado batia um joelho contra o outro nervosamente e dizia que coisa chata esse rapaz cantando essas músicas horrorosas e eu aqui preocupado com os exames que vou fazer não consigo me concentrar e eu pobre de mim querendo ouvir os detalhes daquela belíssima letra que dizia desperdiçando seu mel entre seus inimigos e o homem ficava mais tenso e resmungava baixinho acho que vou pedir para ele parar de cantar eu falei que não que as pessoas gostavam e tentei manter a conversa mas não queria me desligar do andamento da letra já que a música penetrava sem pedir licença e nesse momento a letra dizia caí nos pés do vencedor para ser um serviçal de um  samurai o homem olhava para um lado e para outro percebi que seus dedos estavam amarelados pensei em icterícia e fiquei com pena daquela criatura mas quando olhei para o bigode constatei que também estava amarelado e que era produzido por muitos anos de fumaça de cigarro e a dó que eu sentia passou mas ele olhava para o cantor que não estava nem aí dei uma olhada para as outras pessoas que aguardavam sentadas junto à parede e vi que elas acompanhavam com os pés ou tamborilavam com os dedos ao compasso do ritmo e nesse momento ouvi desesperar jamais de gonzaguinha deu vontade de rir e me contive  mas logo emendou com uma música de roberto carlos detalhes ah eu não ia perder uma só frase dessa música pensei mas o homem disse que música horrorosa eu não sei por que põem alguém cantando aqui onde estão muitas pessoas preocupadas com suas doenças e seus exames mas eu não o escutava direito e tentava fixar minha atenção na letra da música que dizia detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer e me lembrei da minha fase de namoro e relaxei um pouco cheguei a fechar os olhos justo nos acordes finais e ele retornou a gonzaguinha e dizia eu apenas queria que você soubesse nesse momento o homem estava ainda mais estressado balançava as pernas e olhava para o monitor que mostrava os números que eram chamados e apareceu o meu e eu me dirigi ao guichê mas continuei ligado na melodia que agora era terna e calma e dizia meu bem querer é segredo é sagrado e está sacramentado em meu coração meu bem querer tem um quê de pecado acariciado pela emoção e logo chamaram meu nome para fazer a coleta e de longe pude perceber que o homem dos dedos amarelados já estava sendo atendido no guichê mas não parava de balançar as pernas colhi o sangue ao som de faltando um pedaço e consegui ouvir o primeiro verso enquanto a moça colhia o sangue que dizia o amor é um grande laço um passo pr’uma armadilha um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha comparo sua chegada com a fuga de uma ilha tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha  e saí quando ele cantava coração leviano de paulinho da viola e pude ouvir uma estrofe que dizia este pobre navegante meu coração amante enfrentou a tempestade no mar da paixão e da loucura não deu tempo de ouvir o final e fui para o trabalho dando risadas e as pessoas olhavam achando que eu estava maluco&#8230; </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2427/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2427&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>LEITORES OU CO-AUTORES?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 15:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[areia branca]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste blog, vários gêneros literários foram construídos com dedicação, escritos com todo o rigor possível, por vários articulistas, sejam sob a forma de poesia, ficção, ensaio, artigo, memória ou crônica. Neste espaço dedicado a Areia Branca foram, especialmente, desenvolvidos textos com teor essencialmente memorialista (ideias, comportamentos, costumes, expressões, decisões importantes, atitudes e decisões de cidadãos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2424&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste blog, vários gêneros literários foram construídos com dedicação, escritos com todo o rigor possível, por vários articulistas, sejam sob a forma de poesia, ficção, ensaio, artigo,  memória ou crônica. Neste espaço dedicado a Areia Branca foram, especialmente, desenvolvidos textos com teor essencialmente memorialista (ideias, comportamentos, costumes, expressões, decisões importantes, atitudes e decisões de cidadãos areiabranquenses em momentos críticos de sua história).</p>
<p>No gênero “memória”, são antológicos os textos de Marcelo Dutra, Carlos Alberto, Othon de Souza, Miranda, Chico de Neco Carteiro e outros. Algumas poesias também foram aqui postadas. Não sei em que categoria incluir o mestre Deífilo Gurgel, aqui tantas vezes citado. Marco Juno é figura importante nos gêneros memória e conto, e sua participação também nos engrandece. Aqui, a narrativa segue roteiro de datas, locais e personagens reais.</p>
<p>Os que se utilizam das crônicas para se expressar podem, eventualmente, apresentar maior fluidez em seus textos, porque se utilizam da poesia, e em seu nome ganham direito ao devaneio, aos voos pela quase insensatez, resvalando no impossível do ser. Aqui, os objetos ganham vida, as plantas falam. É o império da imaginação, sem regras, datas, locais, nomes ou formas reais. </p>
<p>O professor Pedro Paulo Montenegro, da Academia Cearense de Letras e Professor Emérito da UFC, nos ensina que a arte, sobretudo na poesia, é uma desconexão através da qual se restituem as coisas à sua verdade absoluta e solitária. Por isso mesmo ela transcende às explicações lógicas. É um conhecimento maior&#8230; um conhecimento que vai além de todos os outros, porque está na alma. Mais do que isso: a poesia é uma forma de conhecimento que se envolve principalmente no mistério, e o poeta não é aquele que responde, mas pergunta.</p>
<p>Dessa forma, figuras singulares de Areia Branca foram, com a justeza da razão, alçadas à condição de protagonistas da história recente da nossa cidade. Fatos e acontecimentos foram trazidos ao conhecimento da população, em especial dos professores, dos estudantes e das autoridades locais. Teria faltado participação mais efetiva da parcela mais esclarecida dos areiabranquenses? Acho que sim. Os motivos, desconheço. Continuamos esperando um posicionamento da elite pensante de nossa cidade.</p>
<p>Essa falta é compensada, em termos, pelos nossos leitores mais assíduos. O mestre Pedro Paulo Montenegro ainda nos brinda: o texto é, em última instância, uma elaboração humana, um trabalho. Nessa ação, o homem textualizando, significando o real, se significa. E ao elaborar, ele pressupõe o ”outro”, como polo necessário de sua ação significativa porque a literatura supõe a colaboração. O texto, sendo um instrumento, não se lê. Daí o papel essencial do leitor, que é um autor em potencial. E quando não escreve outro livro, fala aos amigos dos que leu. Vem a ser realmente um co-autor.</p>
<p>Saúdo todos os leitores, digo, co-autores deste blog, com suas colocações sempre pertinentes e criativas. As observações dos leitores, em certos casos, são tão ou mais importantes do que o texto que as inspirou.</p>
<p>Aos nossos co-autores, o fulgor das luzes do Olimpo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/areiabranca.wordpress.com/2424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/areiabranca.wordpress.com/2424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=areiabranca.wordpress.com&amp;blog=5672096&amp;post=2424&amp;subd=areiabranca&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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