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Em algum lugar deste blog, acho que na página sobre o mesmo, convidei os jovens residentes em Areia Branca a participarem do blog, sobretudo depositando fotografias atuais para termos uma ideia da evolução geográfica da nossa salinésia. Pois não é que este menino de 72 anos, com memória de elefante, batizado Antônio Fernando Miranda e conhecido entre os íntimos como Toinho, tal qual seu xará, recentemente falecido Antônio do Vale, fez um registro iconográfico maravilhoso!

Os cinemas

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Referências aos cinemas de Areia Branca:

Castelinho de Celso Dantas

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Veja uma referência ao Castelinho de Celso Dantas aqui: Dodora, a neta de D. Zefa.

Antes do calçamento da Rua do Meio (atual Rua Cel. Fausto), jogávamos gol-a-gol na frente do Castelinho. Uma das traves era o tronco do pé de ficus, que aparece no canto direito da foto. Costumava-se jogar em duplas. Geralmente um que chutava forte e outro que agarrava bem.

Os meninos menores, a minha geração, costumava jogar futebol mirim na varanda do Castelinho, quatro contra quatro. Para quem não sabe, futebol mirim joga-se sem goleiro, com traves pequenas, menos de 1 metro de largura e aproximadamente 70 cm de altura.

Maternidade Sarah Kubitschek

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maternidade_2009_400pxProcissão Marítima

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Andor de N.S. dos Navegantes

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Extração e transporte de sal

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Capitania dos Portos

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Igreja Matriz

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Farol da praia de Upanema

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Mercado público

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Essa é uma fotografia posterior 1970. Antes, esse espaço à direita era ocupado por barracas que vendiam diversos tipos de mantimentos, frutas, verduras e legumes.

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Até a quarta coluna verde, da direita para a esquerda, era a ligação das duas partes da rua Silva Jardim (atual Francisco Ferreira Souto). A parte que ficava ao lado da Av. Rio Branco e a parte que ficava ao lado da rua João Felix.

Serviço Social da Indústria (SESI)

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Telefônica

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Tirol, um local de grande importância econômica e social até os anos 1970

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Naquela manhã de festa em Areia Branca, ele desceu da pequena lancha conduzida por Zé Cirilo, a Ida, que ainda não era Marta. Subiu os degraus do Tirol, margeou a praça e caminhou rápido pela rua da frente. Passou diante da casa de Georgino Queiroz, do armazém de Antonio Calazans, da casa de D. Cota, mãe de Manoel e Chico Avelino, contornou pela calçada a Capitania dos Portos até chegar ao Jardim. Era assim que os areiabranquenses chamavam a praça que ficava entre a igreja e a prefeitura.

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Vestia uma calça faroeste azul e uma camisa branca desabotoada do meio para cima. Tinha na cabeleira um topete sutil e uma leve camada de brilhantina glostora. No rosto, a expressão cafajeste de James Dean em juventude transviada. Mal caía a noite e já tinha em seus braços a bela menina de uma distinta família da alta sociedade. Foi um escândalo quando descobriram que suas raízes atravessavam o rio e estavam fincadas do outro lado do mangue, na pequena Grossos. Os meninos roendo de ciúmes, a ponto de tirar as calças e pisar em cima, não cansavam de repetir: e além do mais, fuma maconha, fuma maconha!

Ninguém sabe mais onde anda, nem qual era seu nome. Parece que o nome tinha a ver com um filósofo, Tales, aquele de Mileto, que mais de 600 anos antes de Cristo descobriu a eletricidade. Mas, este só descobriu como conquistar mulhers bonitas, fazer o estrago nos corações, deixar mágoas nas mentes e desaparecer.

Um era grandão e pesado, o outro pequeno e magrinho. Naquele dia ninguém conseguia dar um balão no grandão, de tão pesado que era. Mas, na hora de abrir a torneira para o banho, foi o pequeno e magrinho quem conseguiu.Essa história, sim senhor, não é causo, é história, fato ocorrido na casa de Duarte. Ou teria sido na casa de Marques Neto e Manoel Lúcio? Quem sabe na casa de Seu Georgino Queiroz? As duas primeiras casa ficavam bem em frente a essa praça, a Praça do Tirol, em foto de Antonio do Vale. A praça do Tirol, devia ter um nome próprio, não lembro. A casa de Dedé Queiroz ficava alguns metros à direita, nessa perspectiva da foto.
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Foi em algum dia do do final dos anos 1950 e início dos 60. Além dos personagens-título, podiam estar presentes: Antonio José, os irmãos Lúcio (Mete e Elsinho), este narrador e não sei quem mais. Lutávamos algo que conhecíamos como jiu-jitsu. Provavelmente nem sabíamos escrever esta palavra. O golpe fatal era o balão. Deitado de costas, colocávamos os pés na barriga do adversário e o impulsionávmos para trás. Normalmente ele dava uma cambalhota antes de se estatelar no chão.

Este narrador pagou o maior mico quando tentou aplicar o golpe no grandão e pesadão Dedé Queiroz. O pé foi colocado na barriga, no local certo, mas cadê força para a impulsão? O gordinho caiu por cima do intrépido lutador.

Depois de muitas lutas, todos pingando suor, nada melhor do que um banho de bica, com água doce da sisterna, que seria liberada através de uma simples torneira. Alguém tentou desatarraxar a torneira. Não conseguiu. Outros também não tiveram sucesso. Daí o mais provável candidato ao sucesso, o grandão e fortão Dedé Queiroz. Argh, também não conseguiu. Foi quando Duarte, o pequeninho e magrinho disse:

- Deixa que eu abro. E abriu, para desespero de Dedé, o fortão!

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