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Texto enviado por Miranda, que deve ter esquecido a senha e não conseguiu fazer a postagem (Carlos Alberto).

No dia 18 de junho de 1937, nascia na cidade de Areia Branca-RN, o sexto filho de uma prole de dez, do casal Pedro Felipe Sobrinho e Ana Maria de Miranda, que recebeu o nome de Antonio Fernando Miranda.

Como todo menino do interior, jogou bola de meia, pulou fogueira e soltou balão. Aos dez anos, começou a trabalhou como ajudante de marceneiro, para não ter que esperar pela mesada, coisa na época inexistente. E assim, ia aos sábados assistir no Cel. Fausto, os filmes de Buck Jones, Durango Kid, Zorro, Hopalong Cassidy, e tantos outros.

Aos treze anos, iniciei um namoro com uma vizinha de 26 anos. Apesar da vigilância de minha mãe, que era contra, aconteceu o inevitável. E aos 17 anos me casava, por ter “bulido” com ela. Apesar da menoridade, o meu pai ao ser contatado pelo irmão dela, acertadamente “lavou as mãos” deixando essa decisão comigo. Como na época, era comum quem “bulisse com uma moça” se casava, seguindo essa norma me casei.

Desde casamento, nasceram dois filhos. A partir daí, passei a trabalhar, não para ir ao Cel. Fausto, mais sim, para sustentar a família. Trabalhei de aprendiz de calafate na Companhia Comercio e Navegação. Depois na mesma empresa, trabalhei como Moço de Convés, passando a marinheiro. Fui Delegado do Sindicato de Marinheiro em Areia Branca, e depois, deposto pela “redentora”. Sabendo que devido a prisão (injusta), não teria mais chance de trabalho na cidade, fui para o Rio de Janeiro.

Embarquei no navio passageiro Anna Nery, depois no navio cargueiro Guarujá, e outros, que me permitiu conhecer 77 países e 127 cidades do exterior. Destes tenho algumas lembranças boas.

Em 1984, me aposentei, e me casei pela segunda vez. Deste casamento, nasceu minha filha em 06/09/1986, na Clinica Dr. Aloan, na Rua Chaves Faria em São Cristóvão -RJ. Em junho de 1988, vim residir em Fortaleza. E aí ficou fácil voltar sempre a terrinha, especialmente nas festas de agosto, final de ano.

Em 1998 como minha filha já estava necessitando de entrar para a informática, comprei um PC sem nada conhecer desse “animal”. Entretanto aos pouco fui me familiarizando com o mesmo, pois o teclado me lembrava das maquinas de escrever, nas quais, “catei milho” durante muito tempo, quando era Delegado sindical. Lembro que a memória desse “animal”, era de 468 MB, considerada na época pelos expert, como suficiente. Hoje existe Pendrive de mais de 15 Gigabytes.

Em 2002, pela primeira vez acessei a internet. Encontrei através da rede social Orkut, algumas pessoas de Areia Branca, que quando de lá saí, eram pequenas porem ao indagar pelos nomes dos pais, sem dúvidas o conhecia. Encontrei Sueli filha de Geraldo de Zé Guilherme, mestre da CCN. Encontrei Mércia Lopes, filha de Luis Lopes, funcionário do INSS, grande amigo do meu saudoso cunhado Zé Nicodemos, e que tive o prazer de revê-lo. Encontrei Luzia Neponuceno, salvo engano filha do saudoso Azevedo. Encontrei também uma filha de Hildebrando Soares de Amorim, conhecido também como Brandinho, ou alicate.

Conheci também este Blog do Professor Carlos Alberto dos Santos, um dos maiores Físicos do Brasil, filho do saudoso Clodomiro, que ainda não tive tempo de encontrá-lo. Neste blog, tive algumas participações, tendo me ausentado por falta de tempo, e que hoje ao completar 40 anos (sim, porque a vida começa aos 40), decidir que iria aos pouco, publicando minhas lembranças de Areia Branca, do Brasil e do mundo, que sem dúvidas será uma bela historia.

Jantar na casa de Antonio José, para reencontro com Beque, que há meio século navegava fora da minha rota de contato. Presente Mirabô, outro viajante escorregadio com quem de tempos em tempos chego a tropeçar. Me juntando a Beque e Antônio José, a conversa tinha que passar pelo campo da saudade e pela quadra de futebol de salão, mesmo com a presença de Mirabô, que afinadíssimo nas cordas de violão, jamais chegou mesmo a tropeçar com uma bola entre os pés. A conversa tomou o rumo certo quando descobri que o genro de Beque é filho de Lourinho, portanto primo de Chico Carlos. No campo da saudade Lourinho foi rei, imperador e semi-deus, entidades incoporadas por Chico Carlos na quadra de futebol de salão. Joguei futebol de salão com os dois e participei de incontáveis peladas no campo da saudade com Chico Carlos.
O campo da saudade não era gramado. O solo era uma areia salitrosa, com buracos e cocurutos que só aos gênios era permitido correr com a bola plenamente dominada. Ninguém flutuava sobre aquele terreno com maestria e saudável picardia igual a Lourinho. Certa vez aqui no blog relatei uma cena que presenciei num certo domingo de 1960. Face o evento de ontem, torna-se obrigatória sua repetição.
Não lembro o time pelo qual ele jogava, e muito menos o adversário. Mas, a jogada, que jogada, está ainda hoje nítida na minha memória. Parece que estou me vendo de pé na lateral do campo, na altura da meia-cancha adversária. Lourinho atacava pela ponta esquerda, a cinco metros de onde eu estava, quando alguém deu um balão em sua direção. Foi um alvoroço naquela zona do campo. Os defensores, uns dois ou três correram para o local, olhando para cima e se encandeando, enquanto a bola descia. Lourinho ali, parado, olhando com calma a trajetória da bola. Quando ela aproximava-se do chão, deu dois ou três passos para trás. A bola quicou em algum buraco do terreno, encobriu os defensores e foi cair mansa no seu peito. Depois do primoroso lançamento para a pequena área, seu centro-avante, que não lembro quem era, cumpriu a tarefa do seu métier com um gol antológico.

Caro Evaldo, a respeito de parte do tema da sua maravilhosa crônica https://areiabranca.wordpress.com/2016/12/16/dois-momentos-de-um-crime/, devo dizer que essa história me toca pelos traços familiares que me une ao Chico Paulino assassinado em Areia Branca. E aqui no blog o registro do fato tem a seguinte linha do tempo:

1 – Você publicou em 26 de julho de 2013: https://areiabranca.wordpress.com/2013/07/26/pesadelos-de-adulto/
Nessa postagem, Gibran fez o seguinte comentário:
Caro Evaldo, sempre tive curiosidade por este citado crime dos irmãos Paulinos. Ótimo texto. Parabéns! Você como sempre, preenchendo avidamente este blogue! É você quem dá o ritmo aqui! Abraço!

2 – Depois eu publiquei, em 18 de agosto do mesmo ano: https://areiabranca.wordpress.com/2013/08/18/o-crime-dos-irmaos-paulino/, onde iniciei esclarecendo:
Tomei o título de um comentário feito por Gibran no texto Pesadelos de adulto, publicado por Evaldo. Não vou me lembrar de toda a história. Alguns detalhes tenho em uma entrevista que gravei com meu pai, poucos anos antes de seu falecimento. Está em uma fita K7, em alguma caixa dessa minha desorganizada biblioteca. Desde criança ouvi breves referências a essa tragédia, que envolvia nossa família.

Antes de continuar aquela crônica, sugeri ao Gibran: fale com alguém dos Ferreira, algum descendente de Nézinho ou de Tia Ana Paulino. Os dois Paulinos mencionados por Evaldo não eram irmãos. Eram de famílias diferentes. O que foi assassinado em AB era da nossa família. Não sei em que grau. O irmão do assassino de AB, foi assassinado em Grossos pelo que foi assassinado em AB. Meu pai contou em detalhes o assassinato em Grossos, ocorrido em uma cena de faroeste, com gente da nossa família, entricheirada em uma casa onde hoje mora uma prima, onde dormi em incontáveis ocasiões. . . .

Concluí a crônica provocando Gibran: Sei que minha traiçoeira memória não me deixa contar a história com todos os detalhes, mas a essência é essa aí. Gibran, corra e busque as fontes. Elas estão na nossa árvore genealógica.

3 –  Em 2 de setembro do mesmo ano, Gibran faz um longo e bem fundamentado levantamento da família Paulino de Medeiros, o trabalho que você provavelmente está se referindo na sua crônica de hoje: https://areiabranca.wordpress.com/2013/09/02/irmaos-paulino-de-medeiros-seus-dias-de-gloria-e-de-luto/

4 – A força da persistência dessa história em nosso imaginário, e como você diz “que, de tão brutal e terrível, foi capaz de marcar toda a minha infância e ainda hoje ribomba em meus sonhos de adulto, trazendo consigo terríveis lembranças que jamais serão esquecidas”, faz jus ao resgate providenciado pelo Gibran na sua crônica de 2 de setembro de 2013.

É esse tipo de acontecimento que me deixa feliz pela existência desse blog. Infelizmente ainda tem muita gente em Areia Branca que não sabe da sua existência, quase uma década depois da sua criação. E mais lamentável ainda, tem muita gente que poderia contribuir com esse resgate histórico, mas por uma ou outra razão não se faz presente.

Eis a estatueta do Jabuti, prêmio que dediquei à memória da professora Alice Carvalho, na crônica aqui compartilhada

https://areiabranca.wordpress.com/2016/11/13/um-jabuti-dedicado-a-memoria-de-alice-carvalho/

caszerobertoestatuetaRecebendo o prêmio, com José Roberto Marinho, representante da Editora Livraria da Física.

Também pode ser acessado neste endereço: http://www.tribunadonorte.com.br/…/um-jabuti-para-al…/363935.

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