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Para que a festa seja organizada com aquele sabor de quero mais, você precisa indicar que pretende comparecer a este encontro de amigos e amigas de longa data, e de outros que ingressarão no círculo a partir da festa.

É simples, basta clicar aqui e seguir as instruções.

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miranda_paletoAntônio Fernando Miranda está beirando os 72 anos. Tem uma memória extraordinária e uma inigualável disposição para refrescar a memória dos outros. O conheci depois que ele entrou no blog para corrigir a legenda de uma fotografia, na qual colocamos Brás Benedito em vez de Brás Pereira de Araújo. A partir dali ficamos amigos cibernéticos. Sua colaboração tem sido valiosa para o enriquecimento das informações históricas deste blog.

É filho de Pedro Felipe Sobrinho, o primeiro e único deputado classista de Areia Branca. Foi Delegado do Sindicato dos Marinheiros em Areia Branca até 1964, quando mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá, embarcou no Lloyd Brasileiro, em função do que conheceu 77 países e 127 cidades do exterior.

No final dos anos 50 e início dos 60 estivemos rondando os mesmos espaços físicos sem nos conhecermos. Do meu croqui_miranda1nascimento até a idade de 5-6 anos, morei numa casa ao lado da casa de Zé Tavernard (círculo 1 no croqui). Nessa época, o adolescente Miranda trabalhava na carpintaria que ficava nos fundos da casa de Tavernard. Eu, muito criança, costumava ir para a carpintaria admirar a habilidade de Antônio de seu Cosme. Quando não estava nos fundos da casa admirando a maestria desse fantástico artesão, eu ficava na frente da casa admirando a beleza das filhas de Tavernard.

 Por volta de 1955 fomos morar na Silva Jardim (círculo 2), esquina com a rua Joaquim Nogueira. Nesta rua Miranda foi vizinho de Toinho do Foto e da minha tia Geraldinha (círculo 3), em cuja casa eu ia diariamente, sem tomar conhecimento da sua existência.

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Posse como delegado do Sindicato dos Marinheiros, em 1962.

1 – Dr. Gentil / 2 – Pe. Ismard / 3 – Chicão (membro da comissão do Sindicato de Macau) / atrás da bandeira, sem numero – Raimundo de Bagaé secretário do Sindicato. (Raimundo Batista de Souza). / 4 – Nilo Machado, Delegado substituido. / 5 – membro da comissao de Macau / 6 – Miranda, atento ao discurso de Pe. Ismar / 7 – Zacarias Francisco Rodrigues, Delegado do Sindicato de Macau. Por traz de Zacarias, Faustino presidente do Sindicato dos Salineiros. / 8 – Zé Tavernard / 9 – Brandinho (Hildebrando Soares de Amorim. / 10 – Dandinho quixabeira (Raimundo Nonato de Oliveira). / 11 – Pascoal Fonseca de Souza / 12 – Luiz Gomes.

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Festa de N.S. dos Navegantes, 1962. Num caso raro, nosso Doutor Honoris Causa não conseguiu identificar as pessoas indicadas com os números 1, 2, 4 e 6. Quem se habilita?

3 – João Quixabeira (calafate) / 5 – Abdias (marinheiro) / 7 – Maninho de Luiz Mariano (à direita da sua mãe) / 8 – Luiz da Costa Nepomuceno (Luiz Mariano), irmão de Raimundo Nepomuceno (Raimundo de Chiquita do Carmo), presidente do Sindicato dos Carpinteiros / 9 – Antônio Fernando Miranda.

Nosso homem em outras paragens:

Londres

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Madagascar

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No mar, esfolando um tubarão de 2 metros.

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Em 1966 chegava as telas de cinema o filme cult Django. Com direção de Sergio Corbucci e ator principal Franco Nero. Era mais uma contribuição ao surgimento do gênero western spaghetti, que ganhou notoriedade, principallmente com o também diretor , Sergio Leoni (Por um punhado de dólares ; O bom, o mal e o feio), dando-lhe fama e prestígio internacional. Trata-se de um bangbang com Franco Nero fazendo o papel do antiherói. Sempre vestido de preto, com o fato inusitado de Django arrastar com uma corda um caixão de defunto, feito em madeira. Carregava-o para todo lugar. Em seu interior se encontrava uma metralhadora ao invés de um cadáver (imagem extraída de http://www.costabrancanews.com/falamemoria.html).

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Nos últimos anos de 1960 em Areia Branca, existiu uma figura folclórica, o qual incorporou tão bem o personagem, que desde então, autodenominou-se como tal e passou a ser chamado pela população de Django.
Era um sósia perfeito. Sempre com a barba por fazer e de indumentária, das botas ao chapéu, idêntico ao personagem. A
semelhança era tão verossímil, que até hoje me pergunto: será que no seu íntimo, ele pensava mesmo que era o próprio ?
No último dia de carnaval, Django atingia o ápice. A pessoa e o personagem se corporificavam, assim como numa transmutação de Franco Nero. Pairavam dúvidas de quem era quem. Ele saía pelas ruas da cidade, arrastando o seu caixão de defunto (em madeira). Logo atrás, naquele cortejo fúnebre, seguia-o uma súcia de malfeitores, todos fortemente armados. Tudo encenação! Nada mais que uma cena de teatro ao ar livre. Eles em plena rua e nós, sua platéia, de um lado e do outro da mesma, nas calçadas. Seguíamos ansiosos por ver a cena final, digna de inclusão na obra de William Shakespeare.
Quando o féretro chegou nas imediações do sobrado de João Rolim, em frente à quadra (hoje, INSS), bem em frente à Viação Nordeste, o tiroteio começava.

Ali, na época, era a grande concentração e o maior movimento dos brincantes. Tudo acontecia lá: desfile de blocos, escolas de samba, bloco de sujos, ursos, anônimos, mascarados,etc…Verdadeiro carnaval, literalmente falando.

Django começou a atirar e a ser revidado. Eram balas de festim para todo os lados. Os mais desavisados pensaram se tratar de um autêntico massacre, tal era uma grande saraivada, com cheiro forte de pólvora e fumaça. Víamos ao vivo o que se vê nos filmes atuais. Os atores corriam, caíam feridos e se fingiam de mortos. A produção era tão bem elaborada, pois víamos brotar manchas de sangue, tingindo a roupa dos mortos e feridos. Verdadeira apoteose, digna de uma comissão de frente na Sapucaí.

Ao término do espetáculo, Django e o seus eram ovacionados pelo público em êxtase ! Os atores reverenciavam e agradeciam ao público, que se encontrava em estado de graça !

Com todos já refeitos e relaxados, Django abria o caixão, retirando do seu interior uma garrafa de aguardente, que servia a sua trupe.

Othon Souza me enviou uma apresentação powerpoint que circula anonimamente na internet. Com a belíssima música de Hair, Good morning starshine, como fundo musical, a apresentação é uma maravilhosa viagem aos anos 60 e 70. Você vai gostar. Clique na imagem para a apresentação. Não sei porque demora para carregar. Por isso, sugiro salvar o arquivo no seu computador e depois executa-lo. anos601

ismar3a1Minha vida cruzou várias vezes com a do padre Ismar e depois com a do cônego Ismar, mas, exceto aquilo que me diz respeito, pouca coisa tenho registrado na memória sobre ele. Mesmo assim tentarei puxar do fundo da memória o que ainda restou.

Nasci numa casa ao lado da casa de Zé Tavernard. Do outro lado da casa de Tavernard ficava a casa paroquial. Era uma casa entre a de Tavernard e a loja que durante muito tempo foi propriedade de Ribinha. Ficava à direita, na foto abaixo.

Naquela época, quando eu tinha entre 3 e 5 anos, o padre Ismar tinha uma moto, que em Areia Branca se chamava “motor”. Tenho apenas uma vaga lembrança, mas minha mãe e minha tia Dadá (Geraldinha, mulher de Toinho do foto) contavam-me que o padre Ismar e seus visitantes na casa paroquial se divertiam comigo. Eu costumava imitar o coelho da páscoa e seu João de Quidoca. 

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Depois dos 5 anos fomos morar na Silva Jardim, e a casa paroquial mudou-se para uma casa em frente à casa de Antônio Noronha, na mesma rua Cel. Liberalino, à esquerda na foto acima, uma meia dúzia de casas depois da esquina. Lembro que o padre Ismar tinha um sobrinho. Não lembro mais seu nome. A única coisa que me lembro é que um dos jogos da copa de 66 ouvimos no rádio lá na casa paroquial. Era um monte de gente. Acho até que tinha bebida na história.

Entre 1957 e 1961 andei participando de um grupo que frequentava a igreja, ajudava a missa. Era tudo desfaçatez para impressionar as meninas. Naquela época contava ponto quem participava desses movimentos. Só lembro dos jogos de futebol nas manhãs de domingo, depois da missa. Era o time da Cruzada Eucarística. Lembro também que um dia cometemos o “sacrilégio” de comer hóstias na sacristia. Não lembro quem teve a idéia, mas sei bem que eu era apenas coadjuvante, pecador assim mesmo.

Lembro a indignação dos católicos areiabranquenses pela longa espera a que foi submetido padre Ismar para se ordenar Cônego. 

Também não posso esquecer da vida pouco ortodoxa do cônego Ismar, quando se tratava de jogos de baralho, e de sua intensa participação na vida educacional areiabranquense.

agosto 2017
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