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São poucas as minhas referências em Areia Branca. Nasci em uma casinha da Rua do Meio, naquela esquina onde atualmente mora Dondinho. Ao lado, o prédio do Círculo Operário, onde estudei a Cartilha do ABC e iniciei os conhecimentos de tabuada e civismo, e ainda resiste ao tempo, embora o belíssimo edifício do início do século passado há muito não exista.

Circ. Oper

Mudei-me para a Rua da Frente ainda pequeno, e ali passei toda a minha infância, quando viajei com minha família para Natal. Outro local importante para mim é o Grupo Escolar Conselheiro Brito Guerra. Lá, concluí o ensino fundamental e, em seguida, estudei até o segundo ano do Curso Comercial Básico.

Casa Rua da Frente

O Sesi desponta em minhas lembranças como um local onde um grupo histórico de servidores desenvolvia um trabalho de boa qualidade em prol da população, em especial dos mais carentes. No Sesi, junto com essa meninada, participei das reuniões do Clube do Sesinho.

Foto Sesi

Clube Sesinho

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

 

 

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A parte de cima da Rua do Meio, vista do lado que se inicia na Rua das Almas, foi uma das ruas por onde mais transitei na minha infância. Claro que todas as nossas brincadeiras eram feitas na parte de baixo, no trecho que se iniciava na prefeitura e terminava no Círculo Operário.

Dito isto, fica fácil entender minha dificuldade em identificar os moradores da parte de cima da Rua do Meio, na década de 1950. Para resolver essa lacuna, penetrei nos comentários postados neste blog e pedi ajuda a Dedé de Zé Lúcio, filho de Maria Venus (forma bonita de se identificar), Carlos Alberto e Miranda, o nosso Comandante.

Iniciando nossa aventura, temos do lado direito o Cine Coronel Fausto com toda a sua imponência de cineteatro. Vizinho ao cinema morava Huson Gois e sua esposa Enilza, irmã de Pantiquinho, tendo ao lado a casa de Manelzin Mucunza, pai de Chico Gurupi, vizinho do palacete de Zeca de Celso. Do lado esquerdo da rua, na esquina, ficava o armazém de de Pedro Leite; ao seu lado, em uma casa pertencente a Chico Souto, morava dona Edite Belém, que tinha como vizinho seu Adauto Ribeiro, pai de Sônia.

Descendo um pouco, tinha a casa de Antônio Calazans e dona Julinha e em seguida a casa de Dr. Vicente e dona Nenê, pais de Marcelo e Marconi. Do mesmo lado, o Cine Miramar dominava a paisagem, e muitas vezes perdia a hegemonia para as belas casas da Coletoria (onde morava a família dos Lúcio de Góis), tendo em frente a casa de Manoel Bento que, juntas, fechavam o quadrilátero.

Ainda do lado direito de quem desce, na casa ao lado da de Manoel Bento, onde morava Menezes, ficava a casa de Dr. Gentil e sua família, que não era pequena (a esposa e os filhos Ronald, Axel, Chico Zé e Haroldo).

Entre as casas dos Lúcio de Góis e o Maracangalha sempre houve uma edificação muito pouco citada nos comentários deste blog. Ali, várias atividades foram desenvolvidas, entre elas uma distribuidora de bebidas.

O Cine Miramar foi construído depois que o Maracangalha fechou; o prédio é o mesmo.

Sei que, em face do tempo, esquecemos pessoas muito importantes que residiam naquele trecho. Mas com certeza os comentários acrescentarão o que nossa memória deixou passar.

Evaldo de Zé Silvino, filho de Ester (com permissão de Dedé de Zé Lúcio, filho de Maria Venus)

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

Minha primeira escola. Minha primeira professora. Minhas primeiras incursões pelo mundo das letras, lidas e escritas.

Foi no Círculo Operário, na Rua do Meio, vizinho à casa dos beijus, onde aprendi a cantar o Hino Nacional, tive minhas primeiras experiências no uso da caneta-tinteiro, contato com o mata-borrão e com a temida palmatória.

Ali, a professora Dorinha, irmã de Manuzinho, moça bonita e elegante, impunha ordem e respeito no trato das coisas da educação e do ensino da cartilha do abc e da tabuada. Em seguida fui estudar no Conselheiro Brito Guerra, grupo escolar de boas lembranças.

Porém sempre houve um vácuo em minha história de vida. Não tinha uma foto do prédio onde iniciei meus estudos. O que hoje existe no local é um arremedo de prédio como os outros que substituíram as relíquias arquitetônicas de nossa cidade.

Este ano, Vicente Cirilo nos brindou neste blog com um texto memorável e de grande valor histórico – Legião dos Esquecidos. E pôs a foto de um belo prédio que eu jamais imaginei que tivesse existido em Areia Branca. A ficha caiu: foi ali onde estudei a cartilha do abc e as bases da tabuada.

Então eu estudei em um prédio bonito, nunca citado ou mostrado nos textos deste e de outros blogs! A diferença para esta foto é que as portas da fachada foram transformadas em janelas. Uma taça de vinho branco, por favor. Que venha o brinde!

circulo-op

Aqui estudei e aprendi as primeiras letras, os primeiros números, as primeiras noções de respeito em comunidade. Bem ali, na esquina, entre o sobrado dos beijus e a casa onde nasci, onde hoje mora Dondinho, separados apenas uma rua estreita.

Um belo prédio dentre tantos que foram destruídos nesta cidade do sal.

Uma pena!

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN

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