You are currently browsing the tag archive for the ‘manoel lúcio’ tag.

Era assim mesmo que todos a conheciam: Dona Pretinha, esposa de Manoel Lúcio e mãe de Manoel Lúcio Filho (Elsinho) e Francisco Marques Neto (Mete), os gêmeos, colegas de ginásio no Marista de Natal e amigos do peito. Dos quatro mencionados, apenas Elsinho está vivo. Marques Neto nos deixou prematuramente em 2010, vítima de um infarto fulminante, e D. Pretinha faleceu recentemente. Ontem Antônio José me fez um relato que me tocou profundamente, e que bem reflete a preocupação que aquela mulher bonita e fina tinha com a educação dos filhos e de quem estava por perto (seu presente nos 15 anos de AJosé foi um dicionário de português).

Como muitos sabem, durante minha adolescência e juventude era viciado em jogar futebol. Cheguei a jogar em 13 times simultaneamente, em Natal. De vez em quando D. Pretinha dizia para os filhos e para AJosé:

– Tenho que falar com Clodomiro, o futebol ainda vai desviar esse menino dos estudos.

Não sei se ela falou isso para meu pai. Se falou, não lembro de ter dele recebido qualquer admoestação. De qualquer modo, ele sabia da minha dedicação aos estudos. A observação de D. Pretinha era apenas seu zelo no cuidado com a educação. Fico feliz em saber que eu estava no rol daqueles com quem ela se preocupava. Agradeço a Antônio José ter-me dado esta felicidade.

O título é muito maior do que a pequena nota que o acompanha. Foi Antônio José quem me chamou a atenção para os fatos relatados, em duas mensagens enviadas recentemente. São contribuições importantes para a montagem do nosso cenário histórico. Um estudante de pós-graduação de ciência política ou sociologia bem que poderia apropriar-se do mote e desenvolver um estudo mais sistemático. Que resultaria em relevante material não tenho a menor dúvida. E aqui mesmo no blogue temos o início do caminho das pedras, representado pelos textos relacionados abaixo. Antes do relato de Antônio José, um lembrete do Editor. O objetivo deste espaço é contribuir para o resgate da História de Areia Branca. Não devemos cair na tentação da discussão política contemporânea, que poderia desvirtuar a tão apreciada rota do blogue. A referência que Antônio José faz a Paulo Wagner tem a sua justificada pertinência tão somente pela contextualização histórica.

Nosso memorialista resgata fatos que já se esvaíram da minha memória. Por exemplo, em 1962, Areia Branca teve quatro candidatos a deputado estadual: Manoel Lúcio, Antônio do Vale, Celso Dantas Filho e Manoel Avelino. Reclama que nós, areia-branquenses, não soubemos aproveitar, ou que a classe política não soube dar um seguimento consistente dessa inserção na política estadual. Nesse contexto lembra que depois de décadas, Areia Branca tem um representante no cenário nacional, o deputado federal Paulo Wagner, sobrinho de Sebastião Leite e do Procurador Geral do Estado, Miguel Josino Neto, que vem a ser filho de Sebastião.

Euclides Leite Rebouças, o saudoso Quidoca, avô de Paulo Wagner e Miguel Josino, foi vereador, eleito com 100% dos votos de Ponta do Mel, comunidade que representava na Câmara de Vereadores de AB. Será que há outro caso igual no Brasil?

O Editor acrescenta: dos quatro candidatos a deputado, Manoel Avelino foi o eleito. Foi deputado durante 4 ou 5 legislaturas (Antônio José, pode confirmar isso?). No final da carreira perdeu uma eleição para prefeito, após o que ocupou o cargo de representação do governo do RN em Brasília, até sua morte prematura, resultado de um infarto fulminante.

Textos sobre política em AB:

Não vou lembrar de todos, e já me desculpo por esta inadimissível falha de memória. Minha primeira professora foi Alice Carvalho, na escola de Dona Chiquita do Carmo. Nem lembro o nome da escola. Dos colegas que lembro: José Maria Josino (Teuca), os gêmeos Manoel Lúcio Filho (Elsinho) e Francisco Marques Neto (Mete) e Isolda Fernandes, filha de Dr. Gentil. Separado desses vou colocar Pedrinho. Era uma peste e vai merecer uma crônica só para ele. Não sei qual a razão, mas na 4a série tivemos que mudar de escola. Os gêmeos e eu fomos para a escola da profa. Maria Felipe. Não sei dos outros. Na 5a série fui para a escola da profa. Geralda Cruz. Nesse ano não sei onde ficaram os gêmeos. Só sei que no meio do ano seguinte fui, juntamente com os gêmeos, fazer um “cursinho” de um semestre no Marista de Natal para fazer o exame de admissão. Lembro que a aprovação foi comemorada com muito orgulho. Fiz todo o ginasial no Marista ao lado dos gêmeos. No 3o ou 4o ano apareceu Jacinto Filho, que aparece nessa fotografia da minha turma da 4a série ginasial. Os Gêmeos estavam em outra turma. Jacinto é o primeiro, a partir da esquerda na fila de baixo. Eu estou ao lado dele.

marista_4aserie_19641

Em relação a Isolda, que tinha uma inteligência privilegiada, pouco sei do que aconteceu depois da escola de D. Chiquita do Carmo. Sei que foi presa durante uma manifestação nos anos 1970, em frente à ETFERN, que andou por alguns países da América do Sul, que por lá casou-se, e nada mais sei.

Depois do ginasial fui para o Atheneu, atraído pela mísitca do movimento estudantil naquele iconográfico colégio.

De todos, os únicos que acompanhei até depois dos respectivos cursos universitários foram os gêmeos, Elsinho e Mete. Marques Neto foi, ou continua sendo professor da UFRN.

Aproveito o texto de Marcelo para dar meus depoimentos sobre a família Calazans. Sim, é no plural mesmo, porque o farei na forma de pequenos verbetes sobre alguns membros da famíla. Tenho laços familiares com essa família. Do ponto de vista genealógico são tênues, mas foram emocionalmente intensos. Aos 11 anos de idade meu pai foi morar na casa de Antonio Calazans e trabalhar no seu armazém, que ficava na rua da frente, próximo à igreja. Pelo menos era lá quando eu passei a freqüentá-lo, no final dos anos 1950.

Durante minhas andanças infantis pelas ruas em torno do jardim (a praça entre a prefeitura e a igreja), costumava dar um pulo na casa de D. Julinha. A impressão que eu tinha era que ela fazia bolo todos os dias. Sempre tinha um diferente e saboroso. O generoso pedaço, devorado com aquele prazer que só o manjar dos deuses provoca, era sempre acompanhado de um suco de lamber os beiços.

Lembro bem da campanha de Antonio Calazans para a prefeitura de Areia Branca. Em algum momento da campanha quase houve uma tragédia. Não sei bem a história, e meu pai não está mais aqui para contá-la, mas lembro que em certa noite papai pegou seu revólver e saiu zangado para a rua. Tinha havido um comício e muitas provocações. Os Lúcios do outro lado. Ao contrário do meu pai, fiz boas amizades com todos meus contemporâneos de sobrenome Lúcio de Goes. Os filhos de Antonio Lúcio, Zé Lúcio e Manoel Lúcio.

O casal Calazans teve muitos filhos, alguns belos, outros nem tanto, e por esses últimos, surpreende a observação feita por D. Julinha a respeito de Marco Aurélio.

Julieta, Jória, Jurineide, Toinho, Adário e Aldemir foram os que conheci, e sobre os quais falarei em futuras mensagens.

A partir da esquerda: Julieta, Toinho, Seu Antônio e D. Julinha.

agosto 2017
S T Q Q S S D
« jul    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Para receber as novidades do blog