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Estava digitalizando fotos da família, quando dei de cara com essa raridade. Foto obtida por Antônio do Vale, nosso querido Toinho do Foto, em 1972.

ObraPortoIlha_1972

No verso, a descrição, com sua inconfundível caligrafia

ObraPortoIlha_1972_verso

Texto de Antônio Fernando Miranda. (Veja também a parte I)

O grave problema do abastecimento de água potável em Areia Branca foi solucionado pelo Prefeito Dr. Chico Costa, com a perfuração de um poço em 15/08/69. Ficaram, no entanto, as comunidades rurais sofrendo com os problemas que Areia Branca enfrentou ao longo de anos.

Quando, em 1984, a Petrobras assinou contrato com a firma Azevedo & Travassos Petróleo S.A. para exploração do “ouro negro” no solo areia-branquense, algumas comunidades tiveram suas situações resolvidas, pois a Prefeitura, em convênio com a Petrobras, acertou que onde houvesse poço improdutivo, os mesmos seriam transformados em chafariz público para distribuição de água aos seus moradores. Quem não tinha poço de petróleo, também não tinha poço de água.

Como toda a produção de petróleo da área de Areia Branca e adjacências é canalizada através de oleodutos e carretas para o pólo de refino situado em Guamaré, nas proximidades de Macau, e que por ter também plataformas marinhas, necessita de serviço de rebocadores, e estes vinham se abastecer de água potável no porto-ilha de Areia Branca, Petrobras ficou à mercê do problema de água potável. Como solução, a empresa perfurou um poço em Upanema de Cima. Por ter também a mesma profundidade (1300 metros), e a mesma temperatura (70º), dos outros dois existentes (Areia Branca e porto ilha), se fez necessário a construção de um reservatório, para que a água pudesse se manter na temperatura ambiente, e ser distribuída em caminhões pipas.

Este reservatório segundo informação do funcionário de plantão mede 50x80x2,5 metros, totalizando 1.000 metros cúbicos.. Dele, sai uma tubulação em direção ao mar, de cerca de 600 metros, até uma bóia onde os rebocadores atracam e recebem a água que necessitam.

Novamente a Prefeitura, por meio de convênio com a Petrobras, providenciou que a distribuição de água às comunidades carentes fosse realizada em caminhões pipas (fotos). Foi assim que o poço e os caminhões, substituíram as cacimbas, burros e carroças, de antigamente.

É inegável o grande trabalho que a Petrobras está realizando em Areia Branca, pois além dos royalties, que segundo o Portal Costa Branca em fevereiro último totalizou R$ 1.535.125,14, o “ouro negro”, está presente em toda a cidade, dando valiosa contribuição para o seu desenvolvimento, que supera em muito, a fase áurea do “ouro branco”.

O texto abaixo é do meu irmão Marconi, que solicitou sua publicação neste espaço. Atenção para a proposta de um encontro em Areia Branca, no último parágrafo.

Meu nome é Marconi, segundo filho do Dr. Vicente Dutra e D.Nenen. Nasci em 1.951 e sou de Areia Branca, como meus outros quatro irmãos Marta, Marco Aurélio, Marcelo e Márcia. Aos onze anos fui estudar no Colégio Militar em Fortaleza, para onde a família se mudou definitivamente no final de 1.963, em busca de melhores condições de educação.
Nos quatro anos seguintes, as nossas férias eram em Areia Branca viajando na companhia de Duarte e Júlio César, que moravam em Fortaleza.
Muitas coisas aconteceram neste período… as primeiras namoradas, serenatas, passeios, futebol, voley, praias, pescarias, carnaval, conversa fiada e muita diversão.
Daí pra frente a Universidade, os estágios, o trabalho, novas perspectivas de vida, o namoro e os novos amigos, fizeram com que as idas fossem ficando raras.
Em 1.973 me formei Engo.Mecânico na UFC, e desde 1.975 estou casado com e cearense Diva, com quem tive três filhos – Igor e Leo cearenses e casados, e Tiago, baiano e solteiro, um neto e o segundo sendo esperado para maio próximo.
Voltei a Areia Branca em 1.975 para conhecer o porto ilha da Termisa, num passeio maravilhoso e emocionante a bordo da lancha Natal da C.C. Navegação.
Em 1.977 vim transferido para Salvador na Bahia, cidade onde moro e que por opção escolhi para viver.
Retornei a minha cidade em 1.978 já com a família e novamente em 1.984, agora acompanhado dos meus irmãos. Nas duas ocasiões fomos muito bem recebidos por Gracinha e toda a sua família, com sua conhecida hospitalidade de seus pais Sérvulo e Celi .
A cidade tinha crescido, vimos alguns dos nossos velhos amigos e visitamos os lugares conhecidos.
Em dezembro de 2.003, de férias em Fortaleza e sem qualquer programação prévia, resolvi que depois de quase vinte anos deveria rever Areia Branca, e acompanhado por Diva e Tiago, fizemos uma viagem relâmpago mas bastante interessante, onde em apenas um dia visitamos a cidade, passeamos e almoçamos na praia de Upanema, e fomos até a Ponta do Mel que ainda não conhecíamos e ficamos encantados com a beleza do lugar e do hotel que ali se instalou, não tendo a oportunidade de procurar ou rever nenhum dos velhos amigos.
Encontramos uma cidade bem diferente. Mais populosa, ruas pavimentadas, um comércio mais vigoroso, novas praças, um novo mercado municipal, um novo cais, um sistema de travessia do rio para Grossos por “ferry”, mais moderno e eficiente, uma indústria naval ativa e a bela praia de Upanema bem mais estruturada com restaurantes, casas novas e um novo farol.
Mas ainda pude ver a velha Maternidade Sara Kubitscheck, o Ivipanim Clube, a Prefeitura Municipal, a Igreja Matriz e a casa onde moramos na rua Cel. Fausto. A decepção ficou por conta do Cine Miramar, que vimos inaugurar e que estava em ruínas.
Pensando nisso tudo, conversei ontem com Marcelo e propus a ele que visse com os velhos amigos, a possibilidade de organizar um encontro em Areia Branca, aproveitando um dos feriados que teremos este ano numa das terça ou quintas-feiras.
Sei que não é tarefa fácil juntar tantos amigos, mas quem sabe se não teremos sucesso !!!
Um abraço,
Marconi

agosto 2017
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