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Estive recentemente em Areia Branca, na praia de Upanema, e saboreei um pedaço de picanha. Não, não foi em um churrasco, foi em um café no Restaurante Pasárgada, na companhia de Toinho Tavernard. Essa picanha aí é um pão tipicamente areia-branquense, cuja origem do nome é desconhecida para mim e para Toinho. Parece que foi criado por Pedro Rodrigues. Lembro que antes dos 10 anos, quando morávamos na rua Silva Jardim, hoje Francisco Souto Sobrinho, eu costumava comprar esse pão na padaria de Pedro Rodrigues, na rua Coronel Liberalino.

A propósito, conversei com Toinho sobre um tema que de vez em quando emerge aqui. Evaldo e acho que também Othon, costumam usar a denominação “rua do Meio” para as ruas Coronel Fausto e Coronel Liberalino. Sempre insisti que “rua do Meio”, até os anos 70 referia-se exclusivamente à rua Cel. Fausto. Toinho também tem essa lembrança, mas Leila, sua filha, disse que atualmente costuma-se fazer a extensão da denominação, como propõe Evaldo e Othon.

Então, temos algumas singelas questões para os nossos memorialistas Antônio José, Gibran e Miranda:

– Qual a origem do nome e quem inventou a “picanha”?

– Quando a denominação “rua do Meio” passou a ser usada para as ruas Cel. Fausto e Cel. Liberalino?

Crônica de Francisco Rodrigues da Costa (Chico de Neco Carteiro), publicada no jornal Gazeta do Oeste, em 9/9/2010.

Acredito que toda criança, quer nascida ou não na cidade em que viveu, guarde na memória os seus becos, ruas e esquinas. Por mais importante que se torne quando adulta, suponho que não os esqueça. Fernando Pessoa, por exemplo, não lembraria os de sua Lisboa encantadora? De Salamanca, por Miguel de Unamuno idolatrada, ele os olvidaria? Qualquer um dos dois Alexandre Duma conheceria, certamente, os de sua romântica Paris.

E Castro Alves, o condoreiro abolicionista, de sua memória jamais se apagariam as esquinas da Bahia, onde tanta poesia cantou.  Carlos Lacerda que, em cada esquina procurava um presidente para depor, na sua cachola tinha desenhados todos os becos e esquinas da Cidade Maravilhosa.

Deixemos os que já partiram desta vida. Vamos a São Paulo. Fico imaginando a Mogi das Cruzes, do meu amigo Mario Silveira. Mogiano até a medula, será que ele esqueceu a esquina da Cel. Souza Franco, ou a da Senador Dantas? Garanto que não, como viva na sua cuca está a esquina da Livroeton.

Vamos dar uma voltinha aqui mais perto da gente: Por Osair Vasconcelos boto até a mão no fogo, sem receio de chamuscá-la, como carrega no pensamento a esquina da Rua do “gango”, ou daquela rua que servia de marco para as duas turmas dos meninos guerreiros. Nenhum garoto, de um dos bandos, a atravessaria, sob pena de haver um tremendo quebra-pau. Isso acontecia na inesquecível Macaíba de Osair.

O diabo é quem discute com Paulo Balá. Este, além dos becos ruas e esquinas, tem vivo na lembrança um punhado de curral de Acari de sua meninice! Conhece tudo sobre a terra do ex-Cardeal dom Eugênio Sales.

E o que dizer de Manoel Onofre, “de camisa aberta ao peito, pés descalços e braços nus”, em suas andanças, esqueceu os da sua Martins de clima agradável? Du-vi-d-o-dó.

E Aluízio Alves Filho? A memória lhe traiu a ponto de esquecer o estádio Juvenal Lamartine, na Hermes da Fonseca, ou o Café São Luiz, na Rio Branco? Não! Estas duas avenidas da cidade do Natal, que destoam do título deste texto, estão fixas no quengo de Aluízio; exemplo de pai e avô e um grande saudosista natalense.

Afinal, chego aos becos, ruas e esquinas de Areia Branca. E inicio pelo beco mais famoso, cuja popularidade ultrapassou os limites da cidade: o Beco da Galinha Morta. Também muito falado, foi o “Beco do Panema”, que deixou de existir quando o libertaram das cercas que o ladeavam. Um prêmio para o professor Wilson de Moisés, se souber o nome do beco onde dr. Vicente Gurgel Dutra tinha seu consultório dentário; também já não existe; desapareceu com a demolição daquele quarteirão que ia da esquina da Mossoró Comercial à esquina da oficina do “Ferreiro”, avô de Naldinho.

Outro beco, que nem nome tinha, iniciava na esquina do bar de Clodomiro, na Barão do Rio Branco, terminando na Travessa dos Calafates. [Como indica a placa, hoje o beco tem nome: Rua Padre Afonso Lopes. A foto é uma cortesia de A.F. Miranda. Nota do Editor]

E por falar em esquina, a da loja de Pedro Leite dando a frente para a Rua Cel. Fausto, e o oitão para a antiga Almino Afonso. A esquina do Conselheiro Brito Guerra, na Rua do Progresso com a antiga Getúlio Vargas; a esquina da loja de Pedrinho Rodrigues, na Rua Barão do Rio Branco com a Rua da Frente.

A esquina da casa de Caboclo Lúcio, de frente para esquina da casa de Manoel Bento, ambas na Rua Cel. Fausto.

A esquina do Sindicato dos Estivadores na Rua Almino Afonso com a Rua de Trás, que era Silva Jardim e hoje é Francisco Ferreira Souto. A esquina do antigo clube Democratas na Rua Cel. Liberalino com a Travessa dos Calafates. A esquina do Sindicato dos salineiros na Machado de Assis, com a Rua Joaquim Nogueira.

Muitos becos, ruas e esquinas não foram citados aqui, mas ficam guardados no cofre de minhas saudades para outra convocação.

O texto abaixo é do meu irmão Marconi, que solicitou sua publicação neste espaço. Atenção para a proposta de um encontro em Areia Branca, no último parágrafo.

Meu nome é Marconi, segundo filho do Dr. Vicente Dutra e D.Nenen. Nasci em 1.951 e sou de Areia Branca, como meus outros quatro irmãos Marta, Marco Aurélio, Marcelo e Márcia. Aos onze anos fui estudar no Colégio Militar em Fortaleza, para onde a família se mudou definitivamente no final de 1.963, em busca de melhores condições de educação.
Nos quatro anos seguintes, as nossas férias eram em Areia Branca viajando na companhia de Duarte e Júlio César, que moravam em Fortaleza.
Muitas coisas aconteceram neste período… as primeiras namoradas, serenatas, passeios, futebol, voley, praias, pescarias, carnaval, conversa fiada e muita diversão.
Daí pra frente a Universidade, os estágios, o trabalho, novas perspectivas de vida, o namoro e os novos amigos, fizeram com que as idas fossem ficando raras.
Em 1.973 me formei Engo.Mecânico na UFC, e desde 1.975 estou casado com e cearense Diva, com quem tive três filhos – Igor e Leo cearenses e casados, e Tiago, baiano e solteiro, um neto e o segundo sendo esperado para maio próximo.
Voltei a Areia Branca em 1.975 para conhecer o porto ilha da Termisa, num passeio maravilhoso e emocionante a bordo da lancha Natal da C.C. Navegação.
Em 1.977 vim transferido para Salvador na Bahia, cidade onde moro e que por opção escolhi para viver.
Retornei a minha cidade em 1.978 já com a família e novamente em 1.984, agora acompanhado dos meus irmãos. Nas duas ocasiões fomos muito bem recebidos por Gracinha e toda a sua família, com sua conhecida hospitalidade de seus pais Sérvulo e Celi .
A cidade tinha crescido, vimos alguns dos nossos velhos amigos e visitamos os lugares conhecidos.
Em dezembro de 2.003, de férias em Fortaleza e sem qualquer programação prévia, resolvi que depois de quase vinte anos deveria rever Areia Branca, e acompanhado por Diva e Tiago, fizemos uma viagem relâmpago mas bastante interessante, onde em apenas um dia visitamos a cidade, passeamos e almoçamos na praia de Upanema, e fomos até a Ponta do Mel que ainda não conhecíamos e ficamos encantados com a beleza do lugar e do hotel que ali se instalou, não tendo a oportunidade de procurar ou rever nenhum dos velhos amigos.
Encontramos uma cidade bem diferente. Mais populosa, ruas pavimentadas, um comércio mais vigoroso, novas praças, um novo mercado municipal, um novo cais, um sistema de travessia do rio para Grossos por “ferry”, mais moderno e eficiente, uma indústria naval ativa e a bela praia de Upanema bem mais estruturada com restaurantes, casas novas e um novo farol.
Mas ainda pude ver a velha Maternidade Sara Kubitscheck, o Ivipanim Clube, a Prefeitura Municipal, a Igreja Matriz e a casa onde moramos na rua Cel. Fausto. A decepção ficou por conta do Cine Miramar, que vimos inaugurar e que estava em ruínas.
Pensando nisso tudo, conversei ontem com Marcelo e propus a ele que visse com os velhos amigos, a possibilidade de organizar um encontro em Areia Branca, aproveitando um dos feriados que teremos este ano numa das terça ou quintas-feiras.
Sei que não é tarefa fácil juntar tantos amigos, mas quem sabe se não teremos sucesso !!!
Um abraço,
Marconi

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