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Capital do distrito de Aveiro, o município de Aveiro fica a 55 km de Coimbra e possui uma população de 78.000 habitantes. A cidade é um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico.

A cidade de Aveiro é atravessada por um canal abastecido com água do mar, sendo por isso conhecida como a Veneza portuguesa. A água do canal tem seu nível controlado por imensas comportas, sistema que mantém constante a quantidade de água no imenso canal, que corta boa parte da cidade.

O sal produzido em Aveiro é 100% artesanal, dependendo apenas de condições naturais e de intervenção humana, dando como resultado um sal de excelente sabor e apresentação mais virgem. A extração manual do sal é executada com o uso de instrumentos de madeira não tratada, evitando assim o contato com qualquer tipo de metais ou substâncias que adulterem o genuíno sabor do sal. A flor de sal é uma fina camada que flutua à superfície das salinas, sendo os primeiros e frágeis cristais extraídos diariamente e de forma cuidadosa.

Pelas ruas, sempre uma alusão ao sal

Em seu período áureo, havia trezentas salinas em Aveiro. Hoje , devido à falta de incentivos e à degradação, restam em atividade apenas cinco.

A cidade de Areia Branca fica na região oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Em vez de um canal, tem o belo rio Ivipanim passando silente por toda a Rua da Frente e desaguando no mar logo em seguida, depois de percorrer apenas quinze quilômetros. Antes, caminha desde a serra de Luiz Gomes, onde recebe o nome de rio Apodi e passa por Mossoró, sendo rebatizado com este nome. Aqui, recebe uma enxurrada de esgotos. Em Areia Branca, agora rio Ivipanim, revigora-se, graças ao tratamento intensivo realizado pelo manguezal em suas margens, ganha volume e, maré, namora com o mar e tem muitos filhos, chamados peixes, caranguejos e siris. É a vida ressurgindo em toda a sua plenitude

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal do país e, nesta liderança, o Terminal Salineiro de Areia Branca se destaca por escoar a produção do Estado. No ano de 2016 foram movimentadas dois milhões e setenta e três mil toneladas de sal no Terminal Salineiro, contra 1.956.000 toneladas em 2015.

Em Aveiro, Portugal, a produção artesanal de um sal puro, dirigido ao consumo local, com sua destinação especial para indústria de cosméticos 100% naturais (sabão, sais de banho, cremes hidratantes, esfoliantes, bronzeadores).

Em Areia Branca, a pujança de uma produção em alta escala, com destino às indústrias brasileiras de cloro e ao exterior.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente

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Trago comigo a visão quase infinita das veredas

Comigo, a cor das várzeas mais distantes

Conheço, na secura desse chão, o esconderijo das nascentes

Do sol, a lembrança de seus raios no morrer das madrugadas

De Pedrinhas, Casqueira e Ponta do Mel

A visão mais justa, mais real de um bravo povo

Das salinas, o cheiro e a cor inebriantes

Dos raros calangos, o susto e a fuga desabalada

Finjo que perco a busca, ao sabê-los tão escassos.

Já senti de perto a fúria do vento quente em noites de verão

E vi os raios desvirginando a noite que, aflita,

Tentava esconder-se no outro lado do escuro

Da família Scolopacidae, migrei para Areia Branca

Junto com o tempo, quando ainda novos, eu e ele

Sou um maçarico de várzea, o fiscal alado das falésias.

Maçarico

O quebrar das ondas na praia de Upanema; a batida de martelos pregando cavilhas nos cascos das barcaças; o “chuá” de pequenas marolas da maré de enchente; são ruídos encasquetando o juízo deste saudosista incontrolável, remetendo-me para um encontro com minha não esquecida meninice. E, num sonho memorável, ouço o cantar de galos madrugadores: seria o de dona Zulmira de Quinca Caetano, ou o de dona Cecília de Alfredo Bernardo ou, quem sabe, o  de dona Nanola de Zé Birunga?

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Praia de Upanema, 1990 (Foto Vale).

E outros sons invadem meus ouvidos, como invadiam as ouças daquele menino acostumado às andanças pela beira do cais. Agora, são os apitos dos rebocadores “Salinas”, “São Miguel”, “Mossoró”, “Macau”, ou o longo apito do trem, ao alcançar Carro Quebrado, prestes a chegar em Porto Franco. E, como se estivesse no patamar da igreja, escuto o plac-plac-plac da matraca, convidando os fiéis para os ritos da Semana Santa.

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Porto Franco, anos 1960 (Foto Antônio do Vale)

E o acorde do clarim do Exército também me comove: Será o cabo Brasil, ou o soldado Canindé executando tão bem o toque de silêncio? Sim, o toque de silêncio. Aquele som plangente que varava a noite de incertezas ordenando à população o recolhimento ao lar. Em Areia Branca vivíamos o período de apreensões causado pela Conflagração Universal.

Quem não tem saudade da sirene do velho Cine coronel Fausto, avisando aos seus habitués a hora de começar a sessão? E o dobrar do sino da Igreja, (sem ser aquele do filme “Por Quem os Sinos Dobram?”) cujos repiques, Antônio Sacristão, irmão de Marciana, tocava tão bem? E, por falar em Marciana, quem esqueceu dos seus alaridos, suas queixas?
– “Valei-me meu padrinho Lustosinha”, – que deixavam José Brasil preocupado, pois era na saleta do seu cartório que ela, Marciana, despejava o produto de suas lamúrias!

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Prédio onde funcionou o Cine Cel. Fausto (dois andares), na época calçamento da Rua Cel. Fausto (antiga Rua do Meio). Foto Vale.

Ah! E do misto de Chico Germano, cuja buzina tocava aquela modinha do cangaço? “Acorda Maria Bonita/ Levanta vem fazer o café/ O dia já vem raiando/ E a polícia já está de pé”. Se não posso ouvir todos esses ruídos, pelo menos tenho esperança de escutar, brevemente, as batidas do relógio da igreja, há algum tempo “aposentado”. O prefeito Souza prometeu que restauraria o marcador das horas com suas badaladas. E Souza não é homem de prometer para faltar! Somente um pedido, senhor prefeito: aproveite, e recupere a varanda que havia no topo da torre. Era linda e dava um charme todo especial. Os saudosistas agradecem.

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(Crônica publica na Gazeta do Oeste, Mossoró, RN.)

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